Arte de colocar o sarcasmo, a sátira e a critica direta, em  pequenos espaços, geralmente em três pequenas colunas em preto e branco, têm o poder de alcançar um grande leque de  reflexões e é capaz de chocar seus leitores e trazê-los à realidade do seu cotidiano. As charges inseridas em jornais, possuem um papel de canalizador de idéias e pensamentos diários, muitos  confundem como um fragmento do humor, porém, elas alcançam proporções mais elevadas, além de arrancarem um meio sorriso.

O que podemos observar em relação ao leitor é que ele não exige do desenhista uma grande obra, mas sim uma grande reflexão. O desenho em si aparece como amenizador da charge, pois ao vermos um desenho feito em rabiscos, não tão bem acabado não esperamos  “tomar uma pancada” do texto expressado. É como uma criança bem esperta, que observa tudo o que ocorre ao seu redor, absorve cada detalhe e, quando você menos espera, pronto! Ela abre a boca e nós ficamos calados apenas observando, com cara de “você tem razão” .

Podemos agregar valores sociais, políticos e sociais, através desses pequenos pensamentos (não tão pequenos assim). Creio que o pensamento crítico em relação à vida e o reconhecimento do seu próprio erro, levam ao crescimento pessoal  e à maturidade. Assim como um tijolo de vidro não serve como base para erguer uma casa, uma crítica vazia não leva-nos a lugar nenhum, mandemos então um salve para crítica construtiva, e outro para a arte.

 

Deixo pra vocês algumas reflexões do cartunista Alberto Benett, meu companheiro diário no departamento de clipping..

 

 

Felipe Pedroso

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