Atos Heroicos

1002208_639784622750049_1045144125_n
(Foto | Erick Reis)

Atos heroicos são todos aqueles que decidimos sozinhos, seja para um bem coletivo ou pessoal. Atos heroicos acontecem a cada instante na nossa vida, a cada escolha, pois ao escolher algo eliminamos outro, assumindo assim as consequências. Nos fazemos senhores das escolhas, deuses naquela fração de segundo, mas ao mesmo tempo servos de seu desenrolar. Todos que optam  por algo (sem trair a si mesmo) de certa forma praticam heroísmo em maior ou menor escala. Você pode ser herói pra uma nação, mas ser seu pior carrasco, pois o verdadeiro herói de si mesmo é aquele que faz o que é necessário para uma noite tranquila de sono. De que adianta o aplauso de multidões se esses mesmos aplausos lhe enlouquece não lhe deixando dormir? De nada serve o aval alheio se temos a auto reprovação como resultado. Aqui tratarei de atos heroicos diários, de conquistas pessoais em pequena escala, pois somente após o domínio dessa modalidade é que podemos ir para níveis além do imaginável.

O primeiro conflito que me levou a escrever aqui, foi ver uma senhora, cabelos tingidos, 1.55 mt de altura, pele com rugas devido à idade, mas aparentemente cercada de cremes e boas noites de sono.

IMG_0339
(Foto | Erick Reis)

Era frio, em Curitiba estava uns cinco graus. Era tarde, 23:23 pra ser exato, número de mentiroso, em um sub-bairro de um bairro não tão bem visto. Acelerou o passo, entrou no ônibus vazio, devido ao horário. Quieta, solitária. Uma pergunta me veio à mente: o que a trouxe aqui? Tarde assim? Se ela aparentava boas noites de sono, por que estaria tão tarde na rua? Viera da igreja? Seria preconceito imaginar que toda senhora que perambula pela rua tarde da noite viera de uma igreja ? Seria ela uma jovem de aparência velha? Se assim fosse tudo mudaria, não mais se cuidaria, e sim viveria nos escarnidos da carne. O meu ponto chegou, não tenho tempo de maiores reflexões, preciso ir dormir, pois das oito horas ditas como necessárias para um bom repouso já foram-me roubadas duas. Adentro o condomínio, dirijo-me ao meu recluso lar. O que eu refletira? Já não lembro mais, preciso esvaziar a minha mente, pois ao acordar serei extremamente forçado a usar a memória, por um longo dia. Eu não nasci pra viver essa vida.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s