O mundo no qual vivemos

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(Foto | Erick Reis)

O mundo no qual vivemos é rodeado de incertezas, de profundas ilusões e de muita agonia. Desde o nosso nascimento somos submergidos nesses sentimentos incertos que nos afogam e sugam nossas energias. Somos crianças, com todas as infantilidades que a maturidade nos traz somos incapazes de preservar a coragem, e assim, como em um ato infantil, afastamos todo e qualquer resquício de perigo que afete o nosso ego.

Dessa maneira nos tornamos loucos, débeis quanto ao nosso sentimento.  A insanidade habita o peito dos viventes, de todos os habitantes desse planeta insano. Nesse mundo habita os loucos, todos aqui são débeis, essa é a verdade e ninguém escapa dela. Os loucos estão soltos e ainda há aqueles que vivem encarcerados nos manicômios.  Uns dão vozes a sua insensatez, outros letras, ainda que mudos todos falam, mesmo que pra si mesmo as suas esquizofrênizes.

Todo o tormento vivido gera sequelas, mazelas e vielas de dor, sofrimento e desilusão. Uns vivem nos pátios dos sentimentos rasos, outros nas casas da ilusão, e por mais que nem todos habitem, seja no amanhecer ou no esplendor lunar, passamos pelas vielas da dor. Existem pessoas que abafam suas sequelas nos travesseiros, uns que o fazem nas ruas e outros, de tanto retê-las, abafam no caixão. Os que encontram na arte sua válvula de escape, o faz por saber que tudo aquilo que não é dito toma vida, vive em forma de morte, e entra em putrefação dentro de nós.

O caminho do homem é a luta pela felicidade, alguns a acham na morte e outros nas vitrines. A futilidade reina, ela é soberana sob os loucos incapazes de lutar contra sua vivencia fútil. A sociedade é cruel, pois é feita de humanos e esses por natureza são desprezíveis.

O amor seria a solução para o caos, mas como solucionar aquilo que falta no peito alheio? Eu escrevo para não morrer, e só não morro por não mais poder este ato exercer, sendo assim resta-me amar. Mesmo em meio a crueldade, a insensatez e a maledicência. Resta-me amar, a deus, sendo esse eu mesmo.

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