Um bom lugar para morrer

Irã, 1974. O jovem britânico John Pitt, que deixou a Inglaterra sem motivo algum, leciona inglês a estudantes iranianas, na cidade de Isfahan. Ele se apaixona por uma de suas alunas, Shirin Farameh, filha de um alto oficial do governo.

Em 1979, a Revolução Iraniana eclode. O processo revolucionário acaba destituindo o xá e permitindo a ascensão do aiatolá – o mais alto dignitário na hierarquia religiosa entre os muçulmanos xiitas – Khomeini. O período é caracterizado pelo cerceamento das liberdades individuais. É sob esse cenário que o romance de James Buchan se desenvolve.

A fumaça do ópio e o labirinto político tornam difícil distinguir sonho de realidade. Os belos jardins persas e as vozes enérgicas dos comerciantes imprimem vida naquela cidade mais ou menos decadente. O farfalhar dos xadores pelas ruas, junto aos olhares profundos e distantes que os abrigam, atenua momentaneamente o caos de um país que parece ter sucumbido ao fundamentalismo.

Ao apaixonaram-se, John e Shirin se tornam a personificação dos considerados males do mundo moderno, que a Revolução Iraniana buscava extinguir. Não lhes resta alternativa senão fugir. Escondem-se nas ruínas de um palácio, imagem carregada de simbolismo. Diante de tanta instabilidade, apenas uma certeza: as intempéries não os poupariam.

Crédito da foto: https://www.flickr.com/photos/quixotic54/

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