Todo mundo é passageiro no embarque que é a vida

Pessoas vem e vão e isso é fato desde que o mundo é mundo. Ainda não sei lidar muito bem com a falta de algumas, mas sei que independente de quem seja, um dia ela irá voltar. Não importa a maneira, ela irá voltar. Passo dias afora pensando sobre como tudo aconteceu em minha vida. Cada sorriso, cada abraço, cada beijo. Tudo está guardado e eternizado em minha mente. Não sei se o mesmo acontece com quem está do outro lado e, isso, eu jamais irei saber. É até melhor assim, pois dessa forma não alimento falsas esperanças dentro desse pequeno coração que se expande a cada nova chegada. Prefiro acreditar que tudo tem um motivo para acontecer e se alguém quis sair daqui, ir embora de mim, tudo bem; ele teve motivos para tal.

Eu também não permaneci em alguns peitos. Aliás, fiz questão de ir embora de alguns bem específicos. Mas é a lei da vida: uns vem, outros vão. Confesso que até tenho curiosidade em saber como tudo está, se certas pessoas conseguiram realizar aquele sonho que nem elas sabiam que possuíam. Acredito bastante no poder de ajuda que as palavras possuem, acredito mesmo. Sou fiel ao pensamento de que, quando alguém se dispõe a te ajudar com algo, é porque ele realmente se importa com você e que quer fazer o possível – e às vezes o impossível também – para ver aquilo concluído da melhor forma possível. Uma pessoa sozinha não é nada, mas ela junta de outras tantas pode ser muito mais. E nisso eu acredito piamente. Até porque, se eu não acreditar, quem é que vai? Cada pessoa é responsável pelo seu próprio caminho; seu próprio destino. Eu estou apenas traçando o meu.

A saudade que sinto já não cabe mais em mim, ela se espalhou para vários outros lugares do corpo, seja através de lágrimas ou de textos como esse – que não deixam de ser uma extensão do meu corpo e alma. A vontade que eu tenho de chamar cada pessoa que me modificou de alguma forma é muito grande, mas eu sei que uma vez feito isso, minhas pernas irão tremer e meu coração ficará acelerado. Nem todo mundo encara uma simples volta por curiosidade como uma simples volta por curiosidade. Sempre tem aqueles que acham que voltamos por algo ou, pior, por alguém. E não é bem assim que acontece. Às vezes a gente volta para tornar a sentir uma sensação, dar um sorriso, contar algo de bom que nos aconteceu. E isso não precisa estar, necessariamente, atrelado a algo – ou alguém. O mundo seria tão melhor se as pessoas compreendessem isso, mas eu não posso esperar muito de quem foi quase nada.

O que eu quero dizer com tudo isso, na verdade, é que não importa o quanto você sinta ou veja o mundo que está ao redor de ti, porque lá no fim, quem realmente se importa, fica. Não são todos, não são aqueles que você jurou que seriam. Não, não será nenhum desses. Será quem você menos esperou, você pode até ter o julgado, nunca se sabe. A vida é uma caixinha de surpresas e você já devia estar acostumado a receber tanto as boas quanto as não tão boas assim. Mas se não estiver, não tem problema. A vida está logo aí para te ensinar. Não dói, vai por mim. A realidade é que até essas dores são ótimas para o nosso crescimento. Esse crescimento que vem, infelizmente, da partida de algumas pessoas e da chegada de tantas outras.

O mundo é mundo desde antes da gente. E a premissa de que pessoas vem e vão, também.

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