Conte contigo

Permitam-me dissertar sobre algo que muitos não compreendem e que me faz não compreendê-los. É sério, permitam-me que eu procure entender, ao menos, esse ponto de vista tão distante dos meus olhos. Como será que pessoas assim aguentam o tranco interminável que é a vida sem ter uma válvula de escape sequer? Elas trabalham dia e noite e, para se dispersarem daquilo, trabalham mais um pouco? É isso?

Veja bem, eu entendo que nem todo mundo gosta de ir a lugares x ou y, mas é difícil de acreditar que nada no mundo o tire de casa para ver a beleza que há além da janela. Há vida além dela, falo sério. Falo sério também quando digo que há beleza em coisas pequenas, como um sorriso, um abraço, uma música ou um pedido de desculpas. Sim, desculpas, aquilo que tantos temem em pedir, mesmo sabendo que não dói, que revigora, que faz bem. O que te faz bem? A certeza dessa sensação boa ou a angústia do que nem aconteceu ainda?

Pense bem, não tem pressa não. Aliás, ainda temos alguns dias para preparar aquela listinha com os desejos para o próximo ano. Você vai mudá-los dessa vez? Ou eles vão continuar sendo os mesmos de 3 anos atrás, onde você pede amor, alegria, saúde e paz? Você se ama? Você se ama o suficiente para que seja alegre, saudável e em paz? Você sequer se lembra de que pra tudo acontecer, o primeiro passo depende de você? Não é fulano, é você e nada mais. Ninguém mais.

Às vezes eu tenho essa impressão de que muitas pessoas buscam mostrar tanto e reter tão pouco. Reter é necessário também. Não somos nada sem a respiração que fazemos sem perceber, somos menos ainda sem os pensamentos e atitudes boas que praticamos sem ao menos entender. Não é preciso entender, é preciso fazer. Mudar. Compartilhar.

Penso que cada um de nós está aqui para realizar algo a alguém. Se não for por quem imaginou que fosse, que seja por você. Muita gente se esquece de si mesmo, o que é triste. Já cansei de ver pessoas fazendo tanto para quem pouco se importou e que não merecia. Quem acabou se acabando não era o outro não, sempre é quem tá na ponta, tentando, se doando. Digo que não há nada de errado em tentar, o que é errado é tentar, perceber que não dá certo e continuar tentando. O incerto. E que talvez nunca se transforme em certo.

O correto é perceber quem é você e para o que (ou quem, vai saber) você está disposto a lutar. Tudo se resume a uma única coisa: persistência. Se não for para mudar a própria vida, que seja a de alguém. Ou vice versa, vai de você.

Não se esqueça de onde veio, muito provavelmente é para lá que você voltará caso tudo saia dos trilhos e você não tiver mais com quem contar.

PS: só não se esqueça que mesmo achando que está sozinho, conte contigo.

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