4 artistas independentes para ouvir em 2017

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  1. Elephant Run (São Paulo, SP)

Formada em 2015, a banda é um encontro entre Brasil e Suécia. Amanda Grus, uma jovem cantora e pianista de Malmö, uniu-se com o guitarrista Fernando Coelho e o baterista Ladislau Kardos. Logo depois a banda cresceu com a chegada de Renato Cortez e Ismael Sendeski. Gravaram o primeiro disco ainda sem nome a ser lançado em 2016. Essa mistura nórdica e tropical, com pitadas de música clássica, progressivo, trip hop e jazz cria uma sonoridade atmosférica e letras existenciais.

Regra dos Terços – Quais são as referências da banda?

Elephant Run – Queen, Pink Floyd, Zappa.

RT –  Como vocês avaliam o cenário musical atual?

ER – Enfraquecido de casas de médio porte.

RT – Quais as implicações de ser um artista independente no Brasil?

ER – Não ter uma cena alternativa forte.

Curtiu o som da banda Elephant Run? Veja mais em:

Instagram: @elephantrunband

Facebook Page: https://www.facebook.com/Elephant-Run-137378103353476/

Link do EP: https://elephantrun.bandcamp.com/album/elephant-run

2. Estranjero (Francisco Beltrão, PR)

Banda Estranjero
Banda Estranjero

A banda surgiu há aproximadamente 2 anos e era um duo de vocal, guitarra e bateria. Com o tempo, alguns amigos passaram a frequentar os ensaios e acabaram por entrar para a banda, que hoje é composta por 5 integrantes: Samoel Pitz (Vocal), Marco A. Fagundes (guitarra), Ewerton Perotoni Redivo (Guitarra), Victor Baronio (Baixo) e Mike Vargas (Bateria).

Após o lançamento de alguns singles, que fazem parte de um projeto maior com 4 EP’s, a banda conseguiu reconhecimento e visibilidade regional. Agora pretendem expandir para mercados maiores, atingindo cada vez mais pessoas com a intenção de criar um som questionador.

RT – Quais são as referências da banda?

ESTRANJERO – Geralmente buscamos inspiração do som da vida cotidiana, amor, conquistas, guerras, perdas, etc. Também de filmes, seriados, livros e com certeza de toda a história da música feita até hoje, variando entre música clássica, rock, pop, nem wave, metal, progressivo, punk e todos os estilos que compõe o grande mundo musical, porque afinal, música não tem uma explicação lógica, música é sempre música, e poder tocar as pessoas com ela é uma grande dádiva.

RT – Como vocês avaliam o cenário musical atual?

ESTRANJERO – Procuramos estudar o máximo possível do mercado, algumas questões de tendências e oportunidades. Nunca se viu tanta plataforma e forma de se crescer no cenário, mas também nunca se viu uma quantidade tão grande de pessoas nesse meio. O que nos deixa felizes é a questão de termos uma certa consistência musical, acreditamos no nosso trabalho, e procuramos focar nisso para almejar coisas cada vez maiores. Temos a convicção das dificuldades e benefícios que o mundo atual proporciona, mas queremos entrar no mercado com nosso som consolidado; não procurar criar algo para apenas crescer e sumir, mas criar uma cultura de amor e lealdade com a banda, que possamos oferecer muito a quem acreditar no nosso trabalho.

RT – Quais as implicações de ser um artista independente no Brasil?

ESTRANJERO – Acreditamos que ser artista independente pode ter algum ônus para uma facilidade de crescimento a curto prazo, mas com um trabalho consistente e verdadeiro acreditamos que se pode chegar longe, consolidar o trabalho e seguir bem no mercado. Um bônus de ser artista independente é ter a liberdade de produzir e expressar as suas verdades de uma forma mais livre, algo que pode dar a uma obra algo de mais humano e verdadeiro, como acho que todos somos em vários aspectos de nossas vidas.

RT – Afinal, o que é “Estranjero”?

ESTRANJERO – O nome da banda é algo um tanto quanto confuso para algumas pessoas. Ele significa estranho, vindo de outro lugar, não conhecido. Isso reflete uma parte do nosso trabalho; somos do mundo e o mundo faz parte de nós, mas também somos únicos e viemos para tentar mostrar isso, como um forasteiro, um turista, um estrangeiro.

O nome é escrito dessa forma por seu significado, mas também por não correr na linguagem convencional do português, para deixar claro que não se trata de uma coisa direcionada a apenas um seguimento linguístico.

Se bem observadas, nossas artes refletem um pouco disso também. Você pode notar que tem algo de natural misturado a algo muito lúdico ou talvez entendido de forma incomum, mas essa é a nossa essência.

Curtiu o som da banda Estranjero? Veja mais em:

Instagram: @estranjeroofficial

Facebook Page: https://www.facebook.com/estranjeroofficial

Twitter: https://twitter.com/estranjeroband

Link para o EP: https://soundcloud.com/estranjero

3. LaCruz (São Paulo, SP)

LaCruz é um projeto solo do vocalista homônimo. Eles, que já participou de grupos como LCMD e Veneta, agora dá um novo rumo à sua carreira na música.

RT – Quais são suas referências?

LC – Expressão Ativa, Racionais MCs, Eminem, Chico Buarque, Djavan, Cartola.

RT – Como você avalia o cenário musical atual?

LC – Nosso cenário musical é extremamente rico; temos diversos grupos e artistas espalhados pelo país inteiro. O grande problema está no apoio que estes artistas (não) recebem e a questão da distribuição.

RT – Quais as implicações de ser um artista independente no Brasil?

LC – Ah, principalmente falta de apoio. Casas famosas sendo fechadas, preferência exclusiva por artistas internacionais ou artistas nacionais já consolidados.

Curtiu o som do LaCruz? Veja mais em:

Instagram: @Lacruz_

Facebook Page: www.facebook.com/oficialLaCruz

4. Astronautas do Caribe (Francisco Beltrão, PR)

A ideia da banda Astronautas do Caribe surgiu em 2004 com o vocalista Marco Fagundes (também Estranjero) que, com suas primeiras composições, idealizou a banda e os temas que seriam abordados. Em 2014 a banda se formou e se manteve com os mesmos integrantes até hoje.

RT – Quais são as referências da banda?

AC – The Beatles, Rolling Stones e Joe Cocker.

RT – Como vocês avaliam o cenário musical atual?

AC – Muito fraco para o nosso gênero, principalmente na questão financeira. Parece que quanto menos letra e harmonia uma música tiver, melhor ela fica para o público.

RT – Quais as implicações de ser um artista independente no Brasil?

AC – Implica em muito trabalho e forca de vontade, já que fica muito mais difícil ter uma agenda boa de shows e de gravar o material autoral.

RT – O que esperar do próximo EP?

AC – A banda lançou seu primeiro EP em outubro de 2016, gravado em Home Studio e agora estamos produzindo o segundo EP, que será gravado da mesma forma, com exceção da bateria, que será gravada em estúdio profissional.

Curtiu o som da banda Astronautas do Caribe? Veja mais em:

Facebook Page: https://www.facebook.com/AstronautasdoCaribe/

Link para o EP:

https://www.youtube.com/watch?v=2R4mN0GJxCU&list=PLizZBihFENAYxbT_iVqhmXdKYvjovX0zE

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