O Dia em que eu entrei para o Regra dos Terços

A buzina do trem soou por três vezes seguidas naquela tarde. Desde que vim para cá, é a primeira vez que a escuto nessa sequência. Mas muito bem, não quero reclamar do barulho da vida; não nessa plataforma. O café em cima da mesinha da sala já estava frio e olhe que eu nem cheguei a tomar metade da caneca. Tem o sofá, tem a mesa com as cadeiras, mas eu me sento no tapete do chão da sala. Não me julgue, parece mais confortável. Que horas são? 16:00h….17:00h? Não sei. Escondi o relógio de mim mesma na mesinha da TV. E perdoe-me o abuso, afinal, eu nem me apresentei.

Não gosto de falar com estranhos, então… comecemos do início: Eu sou Camila Borges, jornalista e tenho 22 anos. Eu queria ser mais velha e mais alta, mas me encontro nos meus 1 metro e meio. Posso mentir minha idade? Os 22 anos me parecem tão frágeis. Portanto, se alguém perguntar, tenho 26! Curiosa – mas do que o necessário. Leonina de todas as formas, mas hoje o rugido não ecoa tão alto.

Me embalei no jornalismo cultural pelos 4 anos de faculdade – um abraço para o Professor Roberto Nicolato que me mostrou tudo isso. Publiquei 2 livros de ficção científica para o público infantil – As Aventuras de Andrômeda Nebulosa – e atualmente me encaixo na assessoria de imprensa assim como uma luva; não que eu não goste do jornalismo tradicional, gosto sim! Caro leitor, não há nada mais belo que a comunicação e é ela que me trouxe aqui. Mas e você? Quem é?

Não ouço mais o trem, ele é presença ilustre, anuncia ao passar, mas não fica por muito tempo. As crianças do apartamento 26, logo em cima do meu, estão de férias, correm para lá e para cá, escuto os risos – rio junto, sem saber do que estão rindo. O cachorro da moça do 22 uiva sempre que está sozinho e o gato do 16 mia sem parar. Não me importo com os ruídos da comunicação, logo as minhas férias acabam e eu voltarei ao barulho do cotidiano. Tem um resquício de sol entrando pela janela que bate nas minhas pernas, ele não queima, apenas esquenta. É certo que ainda não são 18:00h.

Pois bem, o acaso do destino me levou ao Erick Reis e, o Erick que é um dos nomes do futuro do jornalismo me trouxe para o Regra do Terços. O convite veio como um impulso quando você questiona o próprio futuro, a vida, o universo e tudo mais… (#42) A vida me parece amarga demais para dividir crônicas aflitas, então, caro leitor, vamos deixá-las de lado. Precisamos ser fortes para aguentar os dias de maré alta.  Venho do Obrigado pelos Peixes e agora estarei também no Regra dos Terços, a comunicação me parece a melhor forma de dominar o mundo. Dividirei meu suprassumo – prometo! Até mais e Don’t Panic!

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