Regra Entrevista | Minimalista e o Banzo

(Fotos Athos Souza - Direção Rafael Quick)
(Fotos Athos Souza – Direção Rafael Quick)

Um homem realista, mas igualmente sonhador. Thales Ferreira da Silva continua surpreendendo e inspirando aqueles que apreciam sua arte. Minimalista é rico em poesia, personalidade e sinceridade. Esse é o projeto solo de Thales, músico mineiro que encanta e acalenta a alma dos seus ouvintes. Falamos dele aqui no Regra no lançamento do seu primeiro disco solo, e agora voltamos a apresentar o seu mais novo projeto – Banzo.

Abaixo segue o primeiro single do novo disco, dá uma conferida.

Para esse projeto ganhar corpo na forma de disco físico Thales conta com a colaboração do público através da plataforma de financiamento coletivo Variável 5. Ao colaborar você recebe diversas recompensas que vão desde agradecimentos até shows particulares.

Confira abaixo entrevista exclusiva.


(Fotos Athos Souza - Direção Rafael Quick)
(Fotos Athos Souza – Direção Rafael Quick)

Regra dos Terços – Thales, o que te levou pro mundo da música?
Thales Silva – Sempre se ouviu muito música dentro de casa. Era certo que aos domingos bem cedo meu pai colocasse seus vinis de John Coltrane, Robert Cray e também Pink Floyd, no volume máximo. Minha mãe gostava mais da música brasileira. Gonzaguinha também está na minha memória afetiva. Creio que tenha sido isso o embrião de tudo.

RT – Até que ponto você está disposto a investir na música?
TS – Absolutamente tudo. Acredito apenas que as pessoas ao meu lado, companheira, futuramente filhos não podem pagar pelo meu sonho. Mas certamente encontrarei meu caminho e minha forma de me doar por completo. A arte é antes de tudo um estilo de vida.
RT – Se cantar fosse um crime, você  ainda assim cantaria?
TS – Cara. Cantar nunca vai ser crime. Se um dia for vai ser pior. Vamos cantar em dobro.
RT – Como você encara o papel da arte diante do momento conturbado que o nosso país vive?
TS – Eu acredito no discurso engajado da música. Seja na música popular ou na música pop. Temos aí Beyoncé como exemplo, Ygor Kanário na Bahia. Acredito também na música como ferramenta libertadora ou de alento. Eu penso que como alguém que teve algumas oportunidades importantes na vida, eu devo muito ao meu redor. Não sou eu quem vai julgar quem precisa planejar o mercado e depois escrever a canção, mas não posso de modo algum ser o cara que vai reproduzir isso.
RT – De que maneira o Banzo se encaixa no momento atual?
TS – O Banzo é um disco mais introspectivo. Penso que funciona como um respiro. O momento é conturbado, conflitante, deplorável. Ao mesmo tempo que precisamos de muita ação e postura combativa, eu entendo que precisamos dormir bem e nos entendermos, nos colocarmos nesse lugar de conflito. Para as coisas fluírem, eu não consegui fazer de outro jeito. Precisei e ainda preciso cuidar de mim também, pra lá fora, tratar dos debates e do combate a essa onda conservadora de pé. É preciso estar inteiro. E o disco trata é de gente.
RT – O que difere o Banzo do seu primeiro trabalho?
TS – Muita coisa. Sobretudo o enfoque que expliquei anteriormente. No meu primeiro trabalho e também na Fase Rosa eu falava muito do ambiente, do meu redor, da interação entre as classes, dos jogos de força e poder. Das intempéries do dinheiro e do tempo. Nesse disco eu entendo que isso tudo aparece dentro de mim. Eu acabo me expondo mais, e também as minhas relações. Elas não deixam de ser resultado do que eu contava nos primeiros trabalhos.
RT – Como se deu o processo de escolha de qual plataforma usar para o financiamento coletivo?
TS – A variável é daqui. Tudo no Banzo foi tratado com cuidado, com proximidade e afinidade. Os envolvidos são basicamente meus melhores amigos. Elas também são.
RT – Onde você consegue chegar com o Banzo?
TS – No intimo. Nas verdades mais gostosas e incômodas. Musicalmente é um trabalho muito rico. Muito cuidadoso. Bonito.
RT – Qual é a principal mensagem que esse trabalho traz?
TS – Banzo é uma proposta-convite ao auto conhecimento. Á investigação de nós mesmos. É uma proposta de sinceridade, portanto de libertação. É um disco pra se ouvir em casa ou de fone. Não imagino a maioria das músicas fora de um ambiente tranquilo ou hermético.
RT – Quais são as principais recompensas para quem investe nesse projeto?
TS – O disco que é no fim das contas um objeto de design. O poster e o caderno que são lindos. Tem umas coisas engraçadas e a possibilidade de contratar os shows também.
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Gostou? Então participe dessa corrente, o financiamento coletivo vai até o dia 13 de fevereiro, e as colaborações vão de R$ 10,00 a R$ 3.000,00. Tudo pode ser feito através desse link.  Não esqueça de curtir a página do Minimalista no Facebook.


Quer indicar um projeto para sair aqui no Regra? Nos envie um e-mail para regradostercos@gmail.com.

 

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