Autenticidade: Saindo do armário do medo

 

Ser autêntico   não é uma tarefa muito fácil. São tantos estilos de vida já existentes que ficamos sempre tentando nos encaixar em algum que tenha afinidade com quem somos ou queremos ser.

Durante um longo período da minha vida, vivi sem saber quem eu era, buscando sempre aceitação dos outros e sofria com isso. Ficava esperando o momento certo quando me sentiria confortável para ser eu mesmo e assumir o papel como criador da minha própria vida. O problema é que esse momento não chega do nada. É preciso coragem de se autoconhecer e fazer escolhas, ser você mesmo e levar uma vida autêntica. A autenticidade está envolvida diretamente com a nossa autoestima. É a coragem de sermos nós mesmos, imperfeitos da forma que somos. Desenvolvê-la gera muito medo, porque não é fácil assumir quem você realmente é. Sentimos como se pudéssemos falar e fazer somente o que a sociedade quer ouvir e ver e, quando fazemos qualquer mudança apenas para agradar os outros, perdemos nossa autenticidade, se não toda ela.

Por isso, ser autêntico não é para qualquer um, pois a maioria das pessoas não sabe realmente quem é e prefere aceitar a vida como ela é tornando-se medíocre. Passa a vivendo por viver sem saber seu propósito e com medo de sair do armário para ser ela mesma.

Outra questão que deve ser levada em conta é a convivência com as pessoas mais próximas. Se você ainda não se sente pertencente ao grupo que convive é como se estivesse traindo e enganando a si mesmo o tempo todo e vive infeliz, pois é difícil sentir o seu poder pessoal quando você não é fiel as suas verdades.

A autora Liz Gilbert em seu livro Grande Magia fala que “se você tiver coragem de ser autêntico o suficiente – acredite – parecerá original”. Confesso que quando li isso senti como se um peso tivesse sido retirado da minha alma. Ter a coragem de ser você, exige a saída total da zona de conforto, do que é visto como normal, e correr o risco de ter uma vida onde você cria suas próprias possibilidades.

Existe um termo usado no desenvolvimento pessoal que eu adoro, é o ‘calejar’. Calejar seria treinar um novo comportamento até “gerar calos”. Quando você começa a enfrentar seus medos e mostrar quem você é de verdade, pouco a pouco criará uma vida que vale a pena, autêntica. Se for preciso, inspire-se em outros estilos de vida, de alguém que você admira, seja por um amigo, um personagem fictício de filme, de algum livro ou histórias de algum nômade digital que viaja pelo mundo, trabalhando e vivendo cada instante. Eu uso sempre essa modelagem quando quero descobrir novos caminhos ou novas perspectivas para minha vida.

Inspire-se e lembre que se você for autêntico o bastante, logo parecerá original. Afinal, o que todos queremos verdadeiramente, é ter a coragem de sermos amados e aceitos por quem somos.

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