Fale menos para falar mais

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“(…) eu evito de falar – justamente pra não falar demais.”

Eu sempre fui muito daquelas pessoas que não se arrependiam do que era falado. Quando eu percebia que algo precisava ser dito, eu simplesmente ia lá e fazia aquilo. Acreditava que estava fazendo um “bem maior” para todos – para o outro, que precisava ouvir, e para mim, que precisava botar pra fora. Quem dera se todos compreendessem essa lógica irreal, né? Porque é exatamente isso que ela é: irreal. Tem gente que não tá preparada para ouvir o que temos a dizer, ainda mais se for tudo verdade. E, com relação a isso, não há muito o que fazer.

Externar o que se passa dentro da gente é imprescindível, até mesmo para não nos sufocarmos com nossas próprias palavras. E isso é possível, pois qualquer coisa em demasia é excesso – e excesso nunca foi bom. É importante sabermos onde, quando e com quem falar, porque nem sempre uma pessoa x vai estar preparada para encarar determinadas questões da pessoa y. É preciso haver um equilíbrio entre conteúdo e receptor, pois já pensou se não há espaço para mais palavras dentro de um próprio ser? Não há corpo que aguente e não há nada que ajeite isso depois também.

Ninguém é igual a ninguém e são poucas as pessoas que se dispõe a ajudar verdadeiramente alguém próximo. Tem gente que vai te encher o saco sim e que vai dizer as coisas mais infundadas que você irá ouvir em toda a sua vida. Mas, lembre-se, você não sabe o motivo do outro para estar externando aquilo – logo aquilo. Só escuta o que a pessoa tem a dizer e, se mesmo assim nada daquilo fizer sentido pra você, apenas responda o que ela quer escutar. É sério, deixe de dizer as coisas que competem a você para manter o foco no outro. Acredite, quando você faz isso, uma mini-vitória é conquistada. Sabe aquelas que, de pouquinho em pouquinho se transforma em uma baita conquista? Então, bem essas.

Eu tenho essa mania de focar sempre no bom, no melhor. É uma prática complicada, mas que vem surtindo efeito conforme os dias vão passando. E isso é ótimo, porque são em momentos cruciais e decisivos que me dou conta da quantidade de palavras que eu deixo de dizer. O que é difícil, confesso, já que sempre fui uma pessoa de falar e não se arrepender (acho que já mencionei isso aqui, né? Ops). Mas, então, hoje eu sou capaz de ponderar o que digo ou devo dizer. Às vezes dou umas escorregadas, é verdade, mas é bacana ver o quanto cresci em um curto período de tempo. Sempre me saí melhor com as palavras, mesmo. Tanto é que, pra externar isso daqui, optei pela escrita – porque se fosse pra falar, sairia coisa demais e que não daria pra consertar. To evitando em dizer o que vem logo à mente, vai que é algo perigoso, né? Sei que há uma linha muito tênue entre o que é certo e o que é errado, e é até por isso que eu evito de falar – justamente pra não falar demais.

E eu falo, hein… Falo mais do que as pessoas estão acostumadas ou querem ouvir (e é até por isso que finalizo isso aqui).

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