Eu não sei o que estou fazendo com a minha vida

“A gente nunca pode se acostumar com algo e achar que está tudo bem.”

Nem você e nem eu, acredite. Que atire a primeira pedra quem nunca teve essa frase rondando a sua cabeça. É praticamente impossível, já que pensamentos, de tão involuntários que são, simplesmente aparecem e tornam-se inevitáveis. É quase um mantra que faz com que ele permaneça conosco e nos impeça de fazer qualquer coisa que tenhamos vontade. E por quê? Por que nós nos deixamos nos levar por simples pensamentos? Não são nem fatos concretos, apenas suposições que nunca vamos saber se vai dar certo ou não se não tentarmos. É complicado isso, mas não é tão difícil de colocar em prática não.

Veja bem, só nessa última semana eu fiz uma lista mental de tudo o que já fiz nesses últimos dois anos. Foram poucas coisas na visão de alguns, mas para mim, protagonista de minha própria vida, foram muitas coisas; grandes coisas. E se parar para realmente analisar uma por uma, com certeza eu jamais imaginaria que fosse capaz daquilo. E eu fui. E se eu fui, qualquer um pode, certo? E mais: se eu fiz tudo o que já fiz, eu posso muito mais. São apenas fatos concretos, não mais suposições que um dia tanto questionei. A concretização de algo é de um sabor inigualável. É praticamente um sabor de vitória; de saber que você pode tudo o que quiser. Ninguém é melhor do que ninguém. E eu… bom, eu to é bem longe de ser parâmetro pra alguém.

Estamos em 2017, ano em que consegui riscar mais um sonho da minha pequena grande lista: a faculdade de Letras. Mas, antes dele, eu tive vários outros – riscados, devo frisar. Supérfluos até podem ser, mas não menos importantes dos outros que vejo por aí em outras pessoas. Por exemplo: em 2015, um ano de muitas mudanças e decisivo perante alguns aspectos emocionais, me vi aceitando um emprego que ficava a duas horas de distância de casa. Um emprego em que precisei levantar antes do sol nascer para chegar no horário. Um emprego que me ensinou muito, não só profissionalmente, mas que também me mostrou que sou capaz de cumprir com o que me comprometi. De início, eu precisava daquele emprego para me estabelecer na profissão de publicitária, é claro, mas eu também queria algo a mais: uma pós-graduação de luxo, digamos assim, para estudar cultura. Quem é que em pleno século XXI estuda cultura, né? Bobagem! Pra eles (seja lá quem eles fossem), não pra mim. Eu tinha direito a bolsa de 30%, eu queria aquilo, queria me desafiar e desafiar as minhas finanças. Desafiei. Custei, mas consegui. Uns perrengues sempre apareciam, normal, como a falta de dinheiro pra almoçar na faculdade no sábado. Acontece, mas consegui. TCC aprovado com nota máxima, lágrimas de felicidades e amizades que levarei para a vida. Valeu a pena, né?

Ainda em 2015, em paralelo com a rotina doida do trabalho mais o estudo, me vi produzindo eventos. Oi?, sim, é isso mesmo. Tirei dinheiro do meu bolso, tive prejuízos que nem gosto de lembrar, frustrações que trago ainda comigo, mas nada do que fiz me traz arrependimento. E isso é bom, porque eu conheci tanta gente do bem, tanta gente que ainda está comigo. Conheci artistas que eu admirava e que hoje eu posso chamar de amigos, quem sabe. Daqueles que eu colocava num patamar acima do meu e, quando percebia, já estava tomando uma cerveja com eles, contando sobre a minha vida. Doido, não? Foram quatro eventos entre maio e outubro de 2015, quatro eventos do qual me orgulho demais. E aí, no ano seguinte, eu até quis continuar insistindo nisso, mas vi que não ia dar, sabe? Como eu mesma me convenci, preferi ganhar dinheiro.

Ok, 2016, ano de mais mudanças, mais sonhos riscados na listinha. Trabalhei bastante, cresci profissionalmente de um jeito que nem eu mesma acreditei. Fiz coisas que jamais achei que ia fazer, tipo viajar e conhecer um pouquinho melhor algumas dessas inúmeras cidades do Brasil. Fui elogiada, aprendi a me valorizar, a ver o lado bom de tudo e aí, quando já tava naquelas de agora vai, um baque. Não foi. A gente nunca pode se acostumar com algo e achar que está tudo bem. Porque a vida é cíclica e ela vai te jogar uns desafios novos, como a minha me jogou.

E eu to falando tudo isso pra que mesmo? Sei lá, talvez pra mostrar pra quem ler, tipo você, que você pode fazer as coisas. Você é capaz de lutar pelos seus sonhos; de concretizar cada um deles. E tudo bem não dar certo de primeira, porque às vezes não dá mesmo. O que não dá pra fazer é desistir. Por que se você desistir, o que é que vai te fazer feliz?

ps: e entenda que não mencionei quem, mas sim o que mesmo, pois como já diria Fall Out Boy, você é aquilo que você ama e não quem te ama; achei importante enfatizar.

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