Eu espero que você nunca mais ame assim novamente

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Hoje me deparei com uma situação onde uma menina era pedida em namoro e dizia em uma declaração pública (online) ao novo namorado: “Amo você como eu nunca amei, e nem vou amar, alguém na minha vida”. De primeira- confesso- me veio aquela boa e velha mania de ironizar com o meu lindo “aham, não vai”, e então parei para pensar um pouco e concluí: Não vai mesmo. 
Amores começam e terminam, um fato irrevogável das coisas é esse. Como diria minha sábia avó “Amor é igual biscoito: Vai 1 e vem 18”, e no fundo- não sei se nessa quantidade- ela está certa. E nesse ciclo de começos, afastamentos e términos, se tem uma coisa que você não fará é amar as pessoas do mesmo modo. E convenhamos: GRAÇAS À DEUS! Porque viver histórias repetidas são tão sem sentido pra mim quanto comprar fruta picada no mercado.
Novas relações são compostas por outras pessoas, automaticamente outros sentimentos, outras oportunidades e outras histórias. A intensidade, a cumplicidade, liberdade e até o motivo de suas febres mudam, porque a gente precisa mudar constantemente. A maturidade vai sendo construída e você já não é mais a mesma pessoa, já não se importa com metade das coisas que se importava nas primeiras relações e criou necessidades bem mais importantes nos últimos tempos- somos adultos, afinal, e as prioridades são tão mais delineadas do que aos 15 anos. Nesse ponto crucial, onde as mutações nos tornaram tão diferentes, com o passar do tempo ficam as pessoas que conseguem conviver com suas novidades e chegam aquelas que se interessam pelo que de novo você carrega ou de que antigo te compõe e revela a sua essência. Quem não se identifica mais, tem todo o direito de ir, já que não consegue te ter como abrigo e tampouco pode te abrigar também. Mas nem por por isso devemos pensar que essa escolha de partida faz “menos amor” o que sentimos um dia. Não. A questão é que o amor, assim como nós, também muda. Olhemos isso sem culpa.
Depois de ver o quanto uma menina tão jovem e com apenas uma pequena frase pode nos fazer reavaliar a vida com um post numa rede social, olhei para trás e repensei em tantos ciclos viciosos onde tentei reviver coisas que simplesmente não me cabiam mais, por pura e egoísta vontade de me manter numa zona de conforto emocional. Entendi o valor de andar adiante e me desprender do que um dia eu acreditei ser tão estático. A coragem e dor que esse abrir de olhos nos provoca nos regenera e no final é o catalisador das emoções mais concretas que vivemos. O valor de nunca mais amar alguém da mesma maneira, de nunca mais se comportar e se portar diante da vida como antes, são pequenos frutos que a evolução nos dá. Saber que isso são qualidades de quem preferiu crescer nas adversidades, é quase como abrir uma porta dentro de uma sala escura. Parece que a vida é cheia de sinais e vai te indicando as horas de cometer mais loucuras ou de racionalizar e colocar o coração pra balanço, de partir de um lugar ou de alguém que já não é mais a sua casa ou de resolver ficar pelo menos mais um final de semana- você começa a encontrar seus pontos de equilíbrio. A gente precisa entender a hora de colocar pontos finais em algumas relações, para que as páginas se findem e você possa se permitir renovar diariamente, sem ficar jogando terra sob novas oportunidades de crescimento. A vida é ciclo e a gente precisa aceitar que eles passam e não voltam. Afinal, é pra frente que se ama.
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