Ser único não é tão bom

Ser único

Eu não faço parte de nenhuma tribo. Não me encaixo em nenhum dos estilos adotados pelos caras da minha idade. Não curto as mesmas músicas. Não me apego a credos. Não coleciono grandes rodas de amigos. Sou muito sociável, mas não há ninguém no mundo que me agrade mais do que estar sozinho.

Uma vez, apenas uma vez na vida me senti verdadeiramente pertencente a um grupo. Mas isso se desfez, como tudo na vida. Essas palavras não são o choro de um homem triste, são apenas as reflexões de um cara que já cansou se tentar fazer parte. Não quero mais, não preciso mais. Faço parte de mim, isso dói, mas a dor me satisfaz.

Quero fazer a diferença. Talvez o princípio seja esse então – ser diferente. Nisso eu sou bom, e como sou. Sou bom em muitas outras coisas também, inclusive em desanimar. Desistir. Voltar atrás. Vivo no pódio nessas modalidades. Nada me agrada o suficiente. Tudo tem data de validade. É complicado viver com meus pensamentos. Você nem sabe do que se trata tudo isso, ninguém sabe.

Mas deixa isso pra lá, vou voltar a sorrir. Ser quem nasci para ser. Nasci para ser único, mas acredite, isso não é tão bom.

 

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