Mulheres Guerreiras #10 | Maud Wagner

Hoje a série #MulheresGuerreiras traz a história da primeira tatuadora reconhecida dos Estados Unidos. Maud Wagner nasceu em fevereiro de 1877. Nessa época as mulheres que tinham tatuagens pelo corpo era conhecidas como rebeldes, símbolo de desvio dos costumes tradicionais, elas chegavam a ser exibidas em exposições.

Artista circense, Wagner viajava por seu país em diversos circos itinerantes. Em uma dessas viagens conheceu “o homem mais marcado da América” como era conhecido na época Gus Wagner, tatuador, que tinha 264 tatuagens pelo corpo.

O cara logo se apaixonou por Maud e propôs um encontro. Ela topou, mas com uma recompensa em troca – uma tatuagem. Assim começou esse relacionamento e logo pintou o casamento.

Dessa união de muita tinta na pele e amor a flor da mesma nasceu Louvetta, que por ter perdido o pai muito cedo nunca permitiu ser tatuada por ninguém, mas aos nove anos já registrava sua arte na pele dos americanos.

Maud Wagner aprendeu com seu marido a técnica tradicional de “handpoked”, onde o desenho é criado de maneira completamente artesanal, sem uso de máquina a tatuagem é feita ponto a ponto.

Ainda antes de Gus Wagner morrer, o casal viajou por todo o país, como tatuadores e tatuados eram atrações de feiras, shows e demais eventos.

Aos 83 anos Maud faleceu, ainda que não tenha visto a queda do preconceito contra tatuagens, e nem contra as mulheres, Maud colaborou muito para a quebra de paradigmas.

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