Nova era do jornalismo

Os últimos dez anos têm sido demasiadamente intensos para o mundo web. E quanto mais o tempo passa, mais rápido as informações vem e vão, fazendo com que os profissionais que trabalham com comunicação tenham que se atualizar com muita agilidade e perspicácia. A internet é democrática, quase todos podem criar o seu próprio veículo de comunicação e se fazer ouvir pelo mundo inteiro.

Mas antes de qualquer coisa, a internet é como uma selva, onde apenas os mais antenados conseguem sobreviver e se destacar no meio. Salvo raras exceções que contam com as carícias do acaso, destino, sorte ou golpe de mestre meio que sem querer, mesmo. Mas a regra geral é: saiba o que você está fazendo, como está fazendo e porque está fazendo e obtenha sucesso.

Com o avançar da tecnologia muitos profissionais passaram a se dispersar do bando tradicional, cientes do porvir souberam escalar na grande teia mundial sem se enroscar e deixaram pra trás as tarântulas dos antigos meios de comunicação que agora tentam correr atrás daqueles que até ontem não passavam de insetos.

O mais certo é que os novos tempos vêm nos mostrando que nem só de grana vive um veículo, e sim de mentes criativas que não se deixam congelar pelos moldes da era do gelo, do rádio, da televisão ou dos dinossauros. As mentes precisam sair das mesmices, encontrar seus próprios caminhos e guiar esses veículos pelas estradas da web.

A grande questão aqui é que nem sempre os donos dos veículos de comunicação estão abertos ao novo, tão novo quanto seus netos. E é exatamente pela demora de abrir a mente, ou mesmo morrer para nascer de novo é que esses mesmos veículos estão sendo dia a dia ultrapassados por web celebridades, micro-influenciadores digitais que ainda ontem gravavam vídeos nos seus quartos com uma câmera de menos de mil reais, e hoje lotam os estádios Brasil afora como é o caso do youtuber Windersson Nunes com os seus mais de vinte milhões de escritos na plataforma Youtube.

O jornalismo, que tem como tradição uma linguagem rebuscada com uma estrutura textual séria, encontrou nos últimos anos muita dificuldade para seguir em frente e se manter. Com a demora dos meios de comunicação tradicionais em se atualizar, logo as redações começaram a sentir o peso da concorrência digital. Aquele blog feito pelo nerd começou a ser mais acessado ter mais audiência do que o telejornal. As tiragens dos jornais começaram a ter menos saída do que os acessos dos vídeos dos youtubers que dão sua opinião na web. Os programas de rádio foram ultrapassados pelos podcasts.

Ficou mais fácil vender e-books do que livros de papel. Assinaturas de newsletter do que revistas. As tendências estão nos aplicativos, plataformas de financiamento coletivo. Foco no Facebook, com postagens engraçadas e interativas atraem mais gente do que manchete na capa do jornal. Jornal esse que está acabando e dando espaço para sites dinâmicos com matérias cheias de links e palavras chave. Esquece aquela regra de não repetir palavras no mesmo parágrafo, o SEO agora te obriga a repetir pelo menos três vezes. O título resume o texto. Pode terminar o título com interrogação sim. Fica de olho no Analytics, ele que te diz se tudo está dando certo. As redações estão cada vez mais reduzidas, os assuntos estão focados. Jornalismo de dados também está entrando na moda. Coloca gráfico nas suas postagens, o povo quer ver tudo fácil e resumido. De preferência DE-SE-NHA-DO! Lives atraem público e o Facebook te ajuda a espalhar pra galera.

Outro segredo está em inovar. Arrisque-se! Crie a sua própria moda. Escreva do seu jeito, com suas regras. O jornalismo tendência dos últimos anos tem demonstrado ser aquele – feito de e para – gente que nem a gente.

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