Perguntas sem respostas

Eu queria conseguir escrever mais sobre o que sinto. Não pra você, digo no geral. Eu queria entender exatamente o que se passa dentro desse meu coração e transpor em palavras os sentimentos que aqui habitam. O meu peito já virou morada de diversos amores e infinitas saudades. Aprendi a viver com o que possuo, mas a vontade de sempre conquistar mais nunca me abandonou. Eu não costumo desistir fácil das coisas, mas também não costumo aceitar algumas rapidamente e de bom grado. Sempre desconfiei de intenções muito boas e é até por isso que evito em me expor demais. Eu não fui feita pra ser apreciada por muita gente. Mais do que isso, eu não fui feita para ser analisada mais do que o necessário – e, quanto a isso, poucas pessoas compreendem o meu verdadeiro desejo.

Gostaria de conseguir ver a beleza no que eu realmente sinto tal qual vejo a beleza do meu jardim janela afora. Mas eu sempre dou um jeito de me sabotar, sempre faço algo para que o belo torne-se feio, e vice-versa. Me julgo não merecedora de atenção e amor – quando na sua forma mais pura. Insisto em acreditar que as coisas só fazem sentido quando acontecem com os outros, mas não comigo. Se algo positivo acontece em meio a tantos negativos, já acho que é pegadinha, algum tipo de conspiração do universo. Confesso que não consigo entender tamanha desconfiança, seria tão mais fácil apenas aceitar os fatos e aproveitar o momento, mas não… eu sempre complico, sempre invento desculpas para o que é natural.

É até engraçado como cheguei até aqui, porque sempre fui daquelas que acredita no melhor, que todos têm direito ao que é bom. Não sei como de sonhadora fui pra desacreditada. Realmente não entendo como o meu mundo virou de cabeça pra baixo e deixou tudo do jeito que está atualmente. Em teoria, o hoje era pra ser melhor que ontem, e por um tempo até que foi assim. Mas quando paro pra pensar, tudo volta ao mesmo ponto de partida: aquele que não sei como cheguei e muito menos como sair. Tem dias que sinto como se o chão fosse ruir, a ponto de não querer levantar da minha própria cama pra não ter que olhar nos olhos de ninguém. Os outros, às vezes, me assustam. E aí, ao invés de ir até eles, questionar o que está acontecendo, eu acabo ficando aqui, parada, olhando pro nada, sem saber o que fazer.

O que está acontecendo? Como não previ tudo isso antes de chegar ao ponto que chegou? Por que eu não consigo mais ser quem eu sempre fui? O que está diferente? O que estou sentindo? São tantas as perguntas para rasas respostas. São tantas as respostas que não cabem mais nessas perguntas. O que faço para voltar a sentir tudo o que sentia antes? Como vivo para poder ver as coisas belas que existem no mundo? Por que tantas perguntas? Para onde vão todas as respostas? O que você está fazendo? O que eu devo fazer?

Talvez seja a hora de fechar o ciclo e recomeçar o meu ponto de partida.

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