Carpe diem

Eu mudei tanto nos últimos meses. Não porque me pediram ou porque eu quis. Foi algo natural, o que jamais pensei que fosse acontecer com alguém como eu. Eu tenho meus problemas sim, mas quem é que não tem? Sou cheia de imperfeições, mas daquelas que qualquer disfarçada, passa. Aprendi a me aceitar exatamente como sou, com meu hálito matinal ou aquele velho moletom que sei que já está feio, mas ainda é de grande utilidade.

Não sei aonde tudo isso vai parar. Pessoas entram e saem constantemente de minha vida, sem me darem ao menos tempo pra poder processar tudo. Eu me apego fácil, sabe? Talvez não seja o certo a se fazer, mas é gostosa a sensação de pertencer a algum lugar nem que seja por míseros 5 segundos. Depois de um tempo tentando entender o porquê das coisas, percebi que não há um. Parei de procurar problema onde não tem e resolvi aproveitar mais o momento, com todos os altos e baixos que a vida proporciona. E foi nessa leva que pude enxergar diversas coisas que antes não existiam pra mim.

Tanta coisa apareceu, tanta coisa eu descobri. Eu pude, pela primeira vez, entender que também sou humana e que necessito do mesmo que muita gente. Ninguém vive sozinho, eu já deveria saber disso. Mas quis insistir no errado, naquilo que ninguém quer ter: solidão. Vivi assim por um bom tempo, mas quando consegui entender que nada é pra sempre, resolvi aproveitar a beleza dos dias. Eu não sei se estou fazendo do jeito certo, mas do meu jeito eu estou tentando.

A vida é um combo de tentativas, pra muitas escolhas é preciso decisões certas. Mas nem sempre é isso que acontece – mas a gente continua aí, né? Em meio a tantas tentativas, alguns acertos acontecem, algumas pessoas aparecem, medos se esvaem. Devo dizer que nessa nova fase eu aprendi demais. Aprendi a aceitar, a mim e aos outros. Também mudei, como tudo muda. Não deixei de ser eu mesma, longe disso, mas é legal ver que a gente pode evoluir, pode ser sempre melhor.

Os dias já não são mais iguais, muito menos os meus pensamentos. Por vezes fico aérea, pensando no que poderia acontecer caso determinados fatos de fato se concretizassem. Nada se faz quando não somos, mas eu, dentre todos os dias que resolvi sorrir mais, aprendi a ser quem eu sempre quis. Não acredito que só eu tenha sentido a diferença, pois por mais que não tenha mudado muito, o que mudou foi bem significativo. Não só ao corpo, mas à mente também.

Para todos os sorrisos dados sem motivo, há alguém que sorri de volta e agradece pelos motivos soltos que a vida nos dá.

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