Cadê meu Golias?

Cheguei onde sonhava e percebo que o mundo daqui é muito diferente do que imaginei. Agora olho pra frente, miro novos exemplos e sofro por ainda não estar lá onde eles estão. Porém tenho quase certeza que quando chegar me encontrarei novamente com a decepção.

O que seria o sonho se não uma utopia de um mundo que não existe? No fim percebo que tenho uma ponta de ingratidão nesse nó que aperta minha garganta.

Como combater o gigante orgulhoso que vive dentro de mim? Ele se alimenta da minha ansiedade e ela é carregada de colesterol. Aos poucos as minhas artérias vão sendo entupidas e volto a padecer.

Mas a tristeza me pega aos poucos e na solidão, pois em público mantenho a dieta do sorriso e tranquilidade. Venho tentando fazer com que o eu público torne-se o eu só, mas falta-me o Golias que habita em mim se levantar a atirar as suas pedras.

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