Violência contra a mulher é tema de projeto em escolas carentes do DF

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que sete em cada dez mulheres no mundo já foram ou serão violentadas em algum momento da vida. Segundo o Ministério da Saúde, a cada quatro minutos uma mulher é violentada por um homem no país. Somente em 2018, 145 mil casos de violência contra a mulher foram registrados. No Distrito Federal (DF) essa realidade é especialmente cruel. Levantamento do G1 mostra que em 2019, 60 mulheres foram assassinadas no DF. Do total, 33 foram casos de feminicídio e outros 27 foram classificados como homicídio doloso.

A informação, segundo especialistas, é um dos principais pilares para mudar essa realidade. Sendo o acesso a ela, um dos direitos básicos de toda e qualquer democracia. A informação tem poder de mudar paradigmas.

Para levar conhecimento sobre o que é a violência contra a mulher, o que fazer nesses casos e como mudar esse cenário, surgiu o projeto Flores em Cena. Com objetivo de contribuir efetivamente para a transformação cultural, na medida que leva a informação e busca a sensibilização de jovens, prioritariamente das camadas mais vulneráveis da sociedade, envolvendo-os no próprio processo da construção e da formação de multiplicadores.

O projeto visa desenvolver uma peça teatral protagonizada por um elenco formado por 10 mulheres, jovens estudantes do ensino médio e acontece em parceria com o Ministério da Mulher, da Familia e dos Direitos Humanos, com apoio da Secretaria de Educação e das Administrações Regionais de São Sebastião e Planaltina do DF.
As apresentações acontecerão em escolas públicas do Distrito Federal, nas regiões administrativas de Planaltina e São Sebastião.

O texto foi criado especialmente para o projeto pela dramaturga Cleuza Brandão. No enredo, será abordada a violência contra a mulher como uma questão global e prioritária, que requer esforços que vão muito além das Leis hoje existentes, mas fundamentalmente de intervenções cirúrgicas no seio da sociedade, para fazer drenar o veneno herdado de uma cultura medieval machista, em que ao homem era permitido, por exemplo, castigar fisicamente suas mulheres, crianças e escravos. Permitia também matar a mulher adúltera e, não muito distante dos tempos modernos, dava às mulheres o status de “incapazes”, valendo lembrar que, no Brasil, a mulher só conquistou o direito ao voto em 1932.

O projeto está sendo idealizado pelo Instituto Lumiart e conta com apoio de recursos do Governo Federal. Os trabalhos já começaram e estão na fase de produção. Os ensaios serão realizados online e tão logo passe a pandemia, as apresentações pelas escolas do DF começarão a acontecer.

Ficha técnica:
Coodernador: José Samuel Magalhães
Produtor: Chico Santana
Assistente de produção: Rayany França
Dramaturgia: Cleuza Brandão
Diretora e Instrutora: Fabiana Tenório
Comunicação: Erick Mota
Consultoria: Núbia Santana
Relações Públicas: Cleusa Martins

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