Governo nomeia coronel do Exército para presidência da Funarte

*Wanessa Alves

Na manhã desta segunda-feira (14) foi divulgada a troca do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), a nomeação de Lamartine Barbosa Holanda foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto. O novo presidente é coronel da reserva do exército e assumirá o posto de Luciano Da Silva Barbosa Querido.

(Foto: Lívio Avelino/Funarte)

Segundo informações da CNN Brasil, Holanda fez parte da 26° Batalhão de Infantaria Paraquedista do Exército. O site Metrópoles noticiou que o militar é formado no curso de roteirista pela Escola de Cinema de São Paulo, presidiu a Câmara de Comércio Brasil-Albânia, além de ter experiências com logística. 

De ex-assessor a presidente da Funarte

O ex-presidente, Luciano Da Silva Barbosa Querido foi assessor de Carlos Bolsonaro (Republicanos/RJ) e em maio foi nomeado presidente da Funarte, assumindo a vaga do maestro Dante Mantovani conhecido por associar rock ao satanismo, a demissão na época foi feita pela ex-secretária especial da Cultura Regina Duarte. 

Mais um militar no governo

A lotação de militares da reserva ou da ativa no governo Bolsonaro não é surpresa. Segundo dados no Tribunal de Contas da União (TCU), o número de militares em cargos civis no governo Bolsonaro dobrou em relação a 2018, governo do ex-presidente Michael Temer, passando de 2.765 para 6.157. 

No Twitter, a nomeação de Holanda causou revolta entre os usuários e questionamentos sobre qual será a contribuição para a pasta.

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Funarte

A Fundação Nacional de Artes foi criada em 1975, é vinculada, atualmente, ao Ministério da Economia. O órgão é responsável por estimular as atividades artísticas brasileiras, além de fomentar à produção e formação de profissionais da àrea. 

No início deste ano, quando a Fundação ainda era presidida por Dante Mantovani, foi anunciado o orçamento de 38 milhões que seriam destinados às ações desenvolvidas durante o ano. Porém, no início do segundo semestre o ministro da Economia, Paulo Guedes, bloqueou 14 milhões de reais da Fundação. 

*Matéria feita pela estagiária Wanessa Alves, com a supervisão de Rafaela Moreira.

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