PF prende acusados de invadir sistema do Ibama

*André Phelipe 

Na manhã desta terça-feira (15/09), a Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga fraudes no sistema do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A partir das investigações, foi constatado que essas irregularidades ocorriam por meio de uso de dados dos servidores do órgão. 

A Polícia Federal (Foto: Arquivo / Agência Brasil)

Segundo a PF, os criminosos modificaram informações nos sistemas por meio de certificados digitais dos funcionários do órgão, obtidos ilegalmente, para beneficiar donos de terras e empresários que possuíam áreas embargadas em espaços considerados “sensíveis” da Amazônia Legal. O Regra dos Terços entrou em contato com o Ibama e aguarda posicionamento. 

Ao total, foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão nas empresas e residências dos beneficiados pelas fraudes. Também foram cumpridos cinco mandados de prisão. Os alvos foram em Goias, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul. Os investigados podem responder por crimes contra o meio ambiente, estelionato, uso de documento falso, alteração de sistemas de dados, descumprimento de ordens de embargos, prevaricação e corrupção. As penas podem chegar a 12 anos de prisão, além de multa.

Os prejuízos da fraude, de acordo com a PF, pode chegar em R$ 150 milhões para a União por conta de multas não pagas e descumprimentos de embargos em áreas ambientais da Amazônia Legal. As investigações apontam que os crimes foram cometidos por uma quadrilha que contou com possível auxílio de servidores públicos, que violaram dados para criar os documentos falsificados. 

Com a posse dos documentos, os bandidos se passavam pelos servidores e acessavam o banco de dados do Ibama e, a partir disso, conseguiam realizar o desembargo das propriedades rurais que foram multadas pela fiscalização. Eles ainda teriam emitido certidões negativas, que são requisitos para obtenção de licenças federais e estaduais. Financiamentos e empréstimos também ocorreram através das fraudes. 

Os envolvidos podem responder por crimes contra o meio ambiente: estelionato, uso de documento falso, alteração de sistemas de dados, descumprimento de ordens de embargos, prevaricação (funcionário público que age por interesse próprio no exercício do cargo) e corrupção. As penas podem chegar a 12 anos, além de multa.

*Matéria feita pelo estagiário André Phellipe, com a supervisão de Erick Mota.

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