Pazuello diz que Covid-19 é algo natural e pede para população desobedecer OMS

Após quatro meses como interino, o general Eduardo Pazuello assumiu, nesta quarta-feira (16), o Ministério da Saúde. Pazuello ocupa o cargo desde que Nelson Teich pediu demissão em maio deste ano.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na posse, o ministro relatou que o Brasil segue vencendo a guerra contra a Covid-19. Para ele, a doença que já matou mais de 134 mil no país, já faz parte do cotidiano dos brasileiros e já virou algo natural como outras enfermidades.

“O que será o novo normal? Novos hábitos, mais atenção a medidas de profilaxia e higiene, condutas de tratamento médico e precoce, naturalidade em conviver com a doença, assim como outras do nosso cotidiano”, declarou Pazuello.

O ministro também afirmou que não existe risco de que o Sistema Único de Saúde (SUS) entre em colapso. “Combatemos não só a covid-19, mas também as demais doenças que afligem nosso povo. Utilizamos, para isso, a melhor ferramenta que poderíamos ter: o SUS”.

Defendeu o tratamento precoce com o uso de cloroquina e da hidroxicloroquina, apesar da falta de confirmação científica da eficácia dos dois medicamentos. “Nós vimos que não era o melhor remédio, ficar em casa esperando ter falta de ar. O tratamento precoce salva vidas, por isso temos falado dia após dia: não fique em casa”, afirmou o ministro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o isolamento social é a única medida eficaz para combater a pandemia, que já infectou mais de 4,4 milhões de brasileiros.

Desde que Pazuello assumiu a frente da pasta foi estabelecido uma nova diretriz, com orientação para o uso precoce dos medicamentos, inclusive em casos leves da doença. A medida é uma mudança que atende às recomendações pessoais do presidente Jair Bolsonaro. 

Bolsonaro, familiares e alguns ministros que contraíram a Covid-19 afirmaram que utilizaram a cloroquina.

Quando o ministro assumiu o cargo em junho deste ano, o Brasil era o sexto país do mundo em número de mortes pela Covid-19. Hoje, o país ocupa o segundo lugar. Apenas nas últimas 24 horas, foram registrados 987 óbitos pela doença e 36.820 novos casos, de acordo com o Ministério da Saúde.

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