Psol vai ao MPF contra Damares Alves por tentar impedir aborto de criança de 10 anos

*André Phelipe

A bancada do Psol na Câmara vai protocolar nesta segunda-feira (21/9) uma representação no Ministério Público Federal contra a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, por ela ter, segundo o partido, tentado impedir o aborto da criança de 10 anos que foi estuprada pelo próprio tio no Espírito Santo. 

Ministra de Estado da Mulher, da Família e Direitos Humanos, Damares Alves.
(Foto: Anderson Riedel/PR)

Para a agremiação, a ministra teria se movimentado para impedir o procedimento orientando funcionários da pasta a persuadirem conselheiros tutelares. A denúncia também revela que foram esses funcionários que vazaram o nome da criança para a ativista Sara Geromini, bolsonarista conhecida como Sara Winter, que ainda expôs o endereço do hospital que a vítima estava. 

Em 8 de agosto, a criança, que estava grávida de três meses, foi a polícia e relatou que era vítima do próprio tio, de 33 anos, desde os seis anos de idade e que não contou antes por medo das ameaças que sofria. A gravidez acabou sendo interrompida no dia 17 em um hospital de Pernambuco que é referência para esse tipo de procedimento. 

“É escandaloso que a ministra Damares Alves tenha colocado a estrutura do Ministério para impedir a interrupção da gestação, originada de um estupro. Desde 1940, isto é um direito. O país ficou escandalizado com a violência sofrida pela criança e pela equipe do hospital que realizou o procedimento”, afirma a líder do Psol na Câmara, Samia Bonfim (SP).

“As provas e os testemunhos são gravíssimos. Um Ministério que deveria resguardar os direitos de crianças e adolescentes, das mulheres, viola direitos e aprofunda ainda mais a situação de violência. Além da representação no MPF, vamos apresentar denúncia na Comissão de Ética; a ministra tem que responder por ter mentido em entrevistas e em redes sociais ao afirmar que não tinha feito qualquer interferência no caso”, conclui.

*Matéria feita pelo estagiário André Phellipe, com a supervisão de Erick Mota.

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