Mais de 70 mortos em menos de 24 horas em confrontos entre Armênia e Azerbaijão

Países declararam lei marcial e, com isso, preparam as populações para uma possível guerra. 

Nagorno-Karabakh, fronteira entre a Armênia e o Azerbaijão – duas ex-repúblicas soviética -, voltou a registrar novos conflitos nesta segunda-feira (28). Ontem, a região já havia sido palco de confrontos que deixaram mais de 50 mortos, incluindo sete civis, que se somam às 21 pessoas mortas hoje, totalizando 71 vítimas em menos de 24 horas.

Os armênios reivindicam o controle do território Artsakh, como também é conhecida a região. Ainda não está claro qual acontecimento desencadeou os novos confrontos, mas desde 1922 os dois países disputam o território, antes mesmo da criação da União Soviética (URSS).

Disputa pela região é antigo e envolve duas potenciais locais: Rússia e Turquia.
Imagem ilustrativa: Flickr/RedRipper24

A região que abriga quase 150 mil pessoas pertence atualmente ao Azerbaijão. Mas, segundo dados apresentados pelo governo armênio, 95% têm origem armênia, por isso eles pedem o controle de Nagorno-Karabakh, por serem a maioria étnica. Já, os azeris entendem que também têm aquela região como parte do território histórico do Azerbaijão.

Os conflitos são históricos e a situação se agravou quando a então URSS incorporou o território dos dois países que passou a abrigar tanto armênios, em sua maioria cristãos, quanto azeris, que em sua  maioria seguem o Islã. 

Com o aumento da tensão, os países declararam lei marcial, que prepara suas populações para uma possível guerra e permite que militares assumam o posto de autoridades civis. O embate opõe outras duas potenciais regionais, já que a Rússia tem uma aliança com a Armênia e a Turquia com o Azerbaijão.

UMA HISTÓRIA MARCADA POR CONFLITOS

Em 1813, os persas cederam a região para o Império Russo. Com a Revolução Russa de 1917 e a formação da União Soviética em 1922, o governo soviético determinou que a área ficaria dentro do Azerbaijão, mas com certa autonomia, o que conteve os ânimos por décadas. Mas, com o fim da União Soviética os conflitos voltaram a acontecer já que a Armênia e o Azerbaijão voltaram a ser países independentes.

Com a recusa de Nagorno-Karabakh de fazer parte do Azerbaijão, uma guerra se iniciou em 1991 e no ano seguinte a região se declarou independente, entretanto não teve reconhecimento internacional.

Já em 1994 houve um cessar-fogo após milhares de mortes. O último registro grave havia acontecido em 2016, quando a Rússia mediou o conflito. Em julho de 2020, outros combates voltaram a acontecer, com os embates dos últimos dois dias, eles voltam a ameaçar a situação de estabilidade na região.

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