Sindsep-DF entrará com ação contra Ricardo Salles após ataques aos servidores do IMCBio

Durante programa da Jovem Pan, transmitido nesta quinta-feira (8), o ministro do Meio Ambiente afirmou que o Instituto duplica os custos para empregar “companheirada”

“Órgão para criar cabide de emprego para petista”, foi dessa forma que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se referiu ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em debate com o biólogo e socioambientalista João Paulo Capobianco, transmitido na Jovem Pan, nesta quinta-feira (8). O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep/DF), anunciou nesta sexta-feira (9) que entrará com ação judicial contra as afirmações do ministro durante o programa. 

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Em manifestação publicada no site do Sindicato, o secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves, disse que essa é mais uma das estratégias do governo contra os servidores públicos, principalmente os da pasta ambiental. “Este é mais uma afirmação absurda desse desgoverno de Bolsonaro, que cumpre o propósito de fortalecer o desmonte do serviço público, especialmente, neste caso, das instituições governamentais responsáveis pela proteção ao meio ambiente”, afirmou. 

O secretário rememora que os funcionários do ICMBio, assim como os do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do próprio Ministério do Meio Ambiente em sua maioria são concursados, com exceção dos cargos de livre provimento, dos quais quem possui neste momento é o governo Bolsonaro.

Durante o debate, Salles afirmou que o Instituto havia duplicado os custos operacionais e administrativos para criar empregos “para companheirada” e que “agora o que está acontecendo é que está faltando dinheiro para você ter uma política pública adequada”. Além disso, o ministro afirmou que os antigos funcionários do ICMBio recebem verba do Fundo Amazônia. 

O discurso foi rebatido pelo biólogo e socioambientalista João Paulo Capobianco, que foi interrompido diversas vezes pelo ministro. “O ICMBio é um órgão público de funcionários de carreira. O senhor não tem noção do que está falando. Para entrar no ICMBio é preciso ter concurso público, têm que ser analista ambiental”. João Paulo Capobianco foi presidente interino do Instituto e explicou que a escolha dos presidentes é feita por Comitê de Busca que faz processo aberto de consulta e abre Comissão Externa para analisar as propostas vindas da consulta pública e só após esse processo é indicado que ocupará o cargo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s