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2021 TEM MAIOR NÚMERO DE FOCOS DE QUEIMADAS NO CERRADO E NA AMAZÔNIA DESDE 2012

2021 TEM MAIOR NÚMERO DE FOCOS DE QUEIMADAS NO CERRADO E NA AMAZÔNIA DESDE 2012
Imagem: Chico-Ribeiro/Governo Mato Grosso do Sul. Fonte: Agência Senado

O ano de 2021 registra altos números de focos de queimadas no Cerrado e na Amazônia. Segundo dados do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 1° de janeiro a 31 de agosto de 2021 foram registrados 31.566 focos de queimadas no Cerrado, maior número desde 2012, quando foram contabilizados 40.567 focos. O cenário em 2012 era semelhante ao atual, com pouca chuva, o que influencia a propagação de incêndios no cerrado.  

O bioma Amazônico também registrou alto número de queimadas. Apenas em agosto deste ano foram identificados 28.060 focos de calor. Este é o terceiro maior índice para o mês de agosto desde 2010, perdendo apenas para 2019 e 2020, períodos que também bateram recorde de queimadas não só na Amazônia como também no bioma pantaneiro. 

Imagem: Chico-Ribeiro/Governo Mato Grosso do Sul. Fonte: Agência Senado

A alta segue mesmo com o Decreto nº 10.735 do governo federal, em vigor desde 29 de junho, que proíbe o uso do fogo. Portanto todas as queimadas registradas em agosto são ilegais.

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O estado do Amazonas, pela primeira vez no mês de agosto desde ao menos o ano 2000, concentrou o maior número de focos. Foram 8.588, 30% do total, seguido do Pará (28%) e de Rondônia (15%). Os números refletem a preocupante escalada do desmatamento na região do sul do Amazonas, que já vinha sendo identificada pelos sistemas de monitoramento.

Dados divulgados em 1° de julho, pelo Inpe, apontam que o mês de junho registrou o maior número de focos de calor na Amazônia desde 2007, na comparação com o mesmo mês dos anos anteriores. Os satélites mostram que foram 2.308 focos de calor, o que representa um aumento de 2,6% em relação a junho de 2020, quando já havia sido batido o recorde histórico.

*Colaborou: Kelli Kadanus

Wanessa Alves

Estudante de jornalismo na Universidade de Brasília (UnB) e estagiária no Regra dos Terços. 

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