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2021: um ano para esquecer?

Henrique Costa quadrado

Henrique Costa, empreendedor e colunista do Regra dos Terços

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Olá querido leitor/querida leitora! Como você está nesse 31 de dezembro? Espero que bem, com saúde e junto de todos que você ama. Se você investiu em uma carteira diversificada de ativos nesse ano, existe uma grande chance do resultado obtido ter sido negativo, infelizmente. Ações, fundos imobiliários, renda fixa, fundos multimercados… Poucas foram as classes que tiveram um fechamento positivo até agora. Na coluna de hoje, vamos fazer um apanhado geral e tirar lições sobre os últimos 12 meses que finalizam com um gosto amargo para o pequeno investidor. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Para muitas pessoas, 2021 pareceu ter a duração da eternidade: pessoas que se foram, empregos que deixaram de existir, patrimônio que foi dilapidado. A pandemia de Covid-19 se manteve como ameaça constante para a renda de famílias e empresas, e o ano que passou poderia ter representado um ano de pujança em relação a 2020. De certa forma, o índice Ibovespa deixou esse gostinho no primeiro semestre, saltando dos 119 mil pontos para os 130 mil. Seria um presságio de novas máximas e fim das agruras brasileiras?

Frustrando expectativas, o segundo semestre teve uma imensa queda de mais de 20% para o índice, levando a reboque muitas ações do mercado brasileiro. Baixas de até 70% vieram a ser registradas em ações que, não muito tempo antes, aproveitavam a curta alta para abrirem seu capital. Mesmo com o resultado líquido negativo, 2021 foi um ano histórico no número de aberturas de capital – IPO’s, ou Initial Public Offering – de empresas brasileiras.

Para o mercado de Fundos de Investimento Imobiliários, os FII’s, a alegria também foi escassa para seu principal público, qual seja os pequenos investidores pessoas físicas. Com o ciclo de aperto monetário iniciado pelo Banco Central, subindo a Selic de módicos 2% para os atuais 9,25%, com viés ainda altista no curto prazo, o custo de oportunidade foi impiedoso, amassando boa parte dos valores dos FII’s. Para o investidor pouco preparado, a venda com prejuízo das cotas foi um gosto amargo; por outro lado, investidores que entendem a dinâmica de longo prazo foram agraciados com yields de até 15% ao mês devido à queda dos preços de tela.

Outra decepção foram os fundos multimercados e fundos de investimento no geral. Por muitos possuírem parcela significativa em renda variável, também foram impactados pelo movimento geral das ações. Dos mercados que apresentaram desempenho positivo, cabem destacar dois: primeiro, o mercado americano, atrelado ao dólar, que ajudou a suavizar as quedas dos investidores locais; e, por último, o mercado de criptoativos, que definitivamente se consolidou como opção para um portfólio robusto. No ano, o Bitcoin, principal moeda criptográfica, subiu impressionantes 75%.

A principal lição que podemos tirar de 2021 é que períodos de rentabilidade negativa – as vezes mais longos do que gostaríamos – fazem, e sempre farão, parte da história de um investidor. Paciência, resiliência e visão de longo prazo são palavras chave para a sua jornada investidora.

Desejo a você boas festas e um excelente 2022, com muita felicidade e dinheiro no bolso.

Até a próxima semana!

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