LGBTQIA+: As pessoas por trás da sigla

Aqui vamos falar sobre um mundo colorido que tem muito mais o que dizer do que oportunidade pra falar

Representatividade é a palavra de ordem desse movimento social e político que vem agregando às suas lutas um posicionamento importante na integração cada vez maior de pessoas ligadas à essa militância, ou que também se sintam à vontade para “guerrear” junto com a comunidade.

Alguns dos pontos importantes para nomear estas siglas e criar “caixinhas” dentro do movimento são para gerar novas rupturas, garantir visibilidade e ajudar no processo de transformação da nossa sexualidade.

Mas afinal, o que significa LGBTQIA+? Em teoria a sigla representa, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans, Queer, Intersexo, Agênero. Porém, na prática, significa uma comunidade inteira com rostos e histórias. Uma legião de pessoas que exercem seu dever social como qualquer outro, mas que tem os seus direitos negados por uma sociedade ainda conservadora que nos vê como inferiores em pleno século 21.

A linguagem e suas formas de expressão também são parte da identidade do movimento. Conhecer todas elas nos garantem um maior acolhimento dentro de um universo heteronormativo que nos cerca. É preciso gerar conhecimento, gritar, falar e se expor. Essa história de que “Pode ser gay, só não precisa ser chamativo” é inaceitável. Precisa sim! É necessário que todos nós, gays ou não, façamos da nossa voz um meio de propagar a igualdade e o respeito em todos os lugares.

A linguagem como forma de luta

Moramos em um país onde quase tudo é “reduzido” em siglas. Temos este hábito para adequar melhor tantas nomenclaturas dentro da nossa língua. No universo LGBTQIA+ não é diferente. Há um mundo dentro de cada gênero, sexualidade e o que eles representam. Por isso, a forma com que nos expressamos diz mais sobre nós do que artigos científicos e estudos sobre a causa.

A transformação da sigla com o tempo fez com que as pessoas percebessem a existência de um mundo além desse. Falar e ser ouvido é crucial para pessoas que passam a vida inteira buscando espaço em um mundo ainda opressor e desigual.

É importante lembrar que independente do significado de cada letra ou da nomenclatura, ter este espaço para se encontrar, se sentir representado e poder dizer quem realmente você é faz parte dos direitos mais básicos de todos, o direito de existir.

Tudo isso sobre se encaixar em uma sigla e poder se sentir representado por ela faz parte de um universo bem maior, que conta com um glossário de língua “própria”, dialetos misturados, e até termos muito comuns que quase ninguém sabe de onde veio, mas usa. E isso será tema de uma próxima conversa mais profunda aqui no Regra. Busque conhecimento mesmo que isso não faça parte da sua realidade como um todo, se informe, seja curioso, saiba mais sobre o que te cerca, e verá que existe um mundo que vai muito além do que você está acostumado a perceber.

Por hoje é só. Agora, com este novo espaço, vamos poder debater, discutir e gritar tão alto que ninguém mais vai poder nos calar.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: