O VALOR DO TEMPO

Olá querido leitor/querida leitora!

 Nas duas últimas colunas, nós abordamos alguns tópicos sobre o ato de investir e como isso pode se tornar um hábito para você em 2021. Se ainda não leu, dê uma olhada aqui e aqui. Hoje vamos focar sobre um ponto de vista um pouquinho diferente: como investir está intimamente relacionado à passagem do tempo e como esse fato se reflete, de forma natural, nos mais diferentes aspectos da vida.

Reflita por um momento: por que alguém poupa dinheiro? Por que alguém abre mão de gastar seus recursos no presente? A resposta é um tanto quanto intuitiva: ora, tal indivíduo não quer gastar seus recursos hoje pois i) busca investir esse montante para ganhar juros ao longo do tempo, ou ii) vai usar esses recursos em um bem futuro, que não pode (ou não deseja) adquirir hoje. Podemos traduzir esse “bem” como qualquer coisa: uma casa, um carro, um par de sapatos, ações, uma viagem, um curso etc. Observe também que, com as duas opções acima, nós desejamos ganhar algo com o passar do tempo. No primeiro caso, os juros, dividendos ou resultado financeiro do montante aplicado e, no segundo, a satisfação futura que não podemos (ou não desejamos) ter no presente.

De forma bem simplista, o processo descrito acima se refere ao que, em economia, chama-se de preferência temporal: por mais que todos nós queiramos satisfazer todas as nossas necessidades hoje, como comer aquele sorvete delicioso agora e gastar os 5 reais que temos na carteira, alguns desejos só podem ser satisfeitos se nos resguardarmos do consumo presente em detrimento do consumo futuro. Por exemplo: que tal guardar um pouquinho de dinheiro todos os meses e fazer aquela viagem dos sonhos? Para quem se interessar mais pelo assunto e desejar se aprofundar na teoria, recomendo conhecer os estudos dos professores Jesús Huerta de Soto e Hans-Hermann Hoppe.

O economista e cientista social Eduardo Giannetti, em seu livro “O Valor do Amanhã”, também traz uma abordagem muito interessante sobre o tema. Nele, o autor informa como os juros, ao longo do tempo, fazem parte intrínseca de nosso cotidiano e da nossa vida: a academia na qual você “sofre” uma hora em busca de um corpo melhor no futuro, o tempo em estudos dedicado hoje para se conseguir um diploma amanhã, ou mesmo como a natureza age ao se plantar uma semente para colher deliciosos frutos de uma árvore anos depois. Tudo isso envolve a dinâmica de juros e preferência temporal (ou intertemporal).

Finalizo por aqui deixando o incentivo ao leitor e à leitora para refletir sobre o porquê de buscarmos investir, e como a dinâmica natural de juros e recompensas futuras está presente em nosso dia a dia. Ter conhecimento sobre isso serve como um incentivo para tomar a decisão de começar. Pode ser a academia, a leitura ou o investimento.

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Até a próxima semana!

*Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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