PIX  NO BRASIL

Olá querido leitor/querida leitora!

Hoje, vou falar sobre uma novidade recente do ecossistema financeiro do nosso país: o Pix, novo meio de pagamento presente desde o ano passado. Se você perdeu as colunas anteriores, dá uma olhada aqui.

Até certo tempo atrás, um dos principais meios de se transferir dinheiro entre pessoas e empresas era usando folha ou talão de cheque. Se você é do meu tempo, pode ser que tenha conhecido (e, quem sabe, usado) um. Era uma folha de papel, preenchida à mão, levada ao banco para realizar o depósito e levava um tempo para compensar na conta.

Indo um pouco mais à frente, com a chegada de ferramentas como computadores e a Internet ao sistema bancário, surgiram os meios DOC – Documento de Ordem de Crédito e TED – Transferência Eletrônica Disponível, os quais pouparam tinta e papel aos usuários, já que se baseavam em transações eletrônicas entre as pessoas. Apesar de já facilitar um pouco comparado ao formato de cheques, ainda existem limitações em termos de prazos de disponibilidade.

Desde o primeiro trimestre de 2020, o BCB – Banco Central do Brasil, visando a contínua melhoria do Sistema de Pagamentos Brasileiro, começou a divulgar características do Pix, novo meio de pagamento que, ao contrário dos seus antecessores DOC e TED, os quais só efetuam transações durante o expediente bancário, estaria disponível em regime 24/7, ou seja, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. De fato, com a recente operacionalização do Pix, qualquer pessoa pode comprovadamente enviar ou receber valores em qualquer horário do dia.

O Pix opera de forma simples e intuitiva: pessoas físicas podem registrar até quatro chaves distintas (CPF, número de telefone celular, endereço de e-mail e uma chave aleatória), podendo ser uma para cada conta corrente, e pessoas jurídicas podem ter até vinte chaves. Fornecendo uma dessas chaves, por exemplo, para seu amigo que lhe deve metade do valor do jantar, ele pode te transferir, de forma instantânea, o valor devido. Como efeito, tais transações instantâneas tendem a baratear os custos de taxas bancárias e fomentar a concorrência entre instituições financeiras no país (o que, convenhamos, já passou da hora de acontecer)

Em um mundo cada vez mais tecnológico, o Pix chega para auxiliar pessoas no gerenciamento financeiro, dando velocidade ao processo. Há ainda quem defenda que, por suas características construtivas, pode ser um precursor da adoção massiva pela população de ferramentas ainda mais avançadas tecnologicamente, como os criptoativos. Mas isso é uma conversa para outra coluna…

E você, já usa de forma corriqueira o Pix? Me conta nos comentários o que achou dessa novidade!

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Até a próxima semana!

*Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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