DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS: OS PRODUTOS DE RENDA FIXA

Olá querido leitor/querida leitora!

Dando continuidade à nossa série, vamos falar um pouco hoje sobre o mercado de renda fixa. Se você não pegou a primeira parte, dá uma olhadinha https://regradostercos.com.br/2021/02/19/desbravando-o-mundo-dos-investimentos/.

O mercado de renda fixa é aquele que, de maneira bem simplificada, negocia títulos de dívida entre emissores e seus respectivos credores. Entenda como emissor qualquer pessoa, física ou jurídica: empresas (de pequeno a grande porte), governos, ou mesmo aquele seu amigo que possui uma vendinha no bairro. Todos esses entes buscam se endividar (nesse caso, com “boas dívidas”) para financiar suas atividades, cumprindo com seus objetivos financeiros ou de cunho social, pagando principal mais juros para aquele que emprestou, ao final de um determinado período. Ao fim e ao cabo, o mercado de renda fixa busca aproximar aqueles que querem tomar um empréstimo, daqueles que possuem dinheiro sobrando, e que buscam rentabilizar esse capital.

Com o passar dos anos, esse mercado se sofisticou de tal maneira, que existem hoje inúmeros veículos que ajudam investidores a aplicar em renda fixa. Vou citar alguns desses logo na sequência para que você se familiarize de maneira prática. Entretanto, gostaria de ressaltar um ponto muito importante: o nome “renda fixa” pode ser enganador, já que títulos desse mercado podem sofrer desvalorização devido ao fenômeno da marcação à mercado; por isso, é muito importante que você conheça a fundo os veículos no qual aplica seu dinheiro.

Vamos a algumas modalidades de renda fixa que se podem encontrar em corretoras:

  • Tesouro Direto: de forma disparada, o mais popular. Nele, você empresta dinheiro ao Tesouro Nacional, a fim de financiar as atividades do governo brasileiro. É conhecido por sua solidez e segurança, já que governos podem garantir sempre o pagamento dos títulos. Existem três “submodalidades” dentro do Tesouro Direto: Tesouro Selic (título pós fixado), que paga juros equivalentes a variação da taxa Selic; Tesouro Pré-fixado, que paga juros conforme taxa pactuada na data de compra do título pelo investidor; e Tesouro IPCA+, que paga em juros a variação da taxa IPCA do período contratado, acrescido de uma taxa pré-fixada. O Tesouro Direto não tem seus rendimentos isentos de Imposto de Renda;

  • LCI/LCA: Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio, respectivamente. São títulos de dívida emitidas por bancos que, conforme pode se inferir pelo nome, servem para financiar atividades imobiliárias e do agronegócio brasileiro. São isentas de pagamento de Imposto de Renda sobre os rendimentos;

  • CRI/CRA: Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócio, respectivamente. Semelhante às LCI/LCA’s, são emitidos por securitizadoras, e também são isentos de IR;

  • CDB: Cerificados de Depósitos Bancários são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras para financiar suas atividades, geralmente atrelados à taxa Selic. Não são isentos de IR;

  • Debêntures: são títulos de dívidas de empresas privadas, as quais servem para financiar suas atividades corriqueiras, expansão de negócios, ou mesmo para capital de giro. Podem ser isentas, ou não, de pagamento de IR sobre os rendimentos. Geralmente tem acesso mais restrito a investidores que possuem maior capital a se investir;

  • Fundos de renda fixa: são fundos que aplicam em um, ou mais, dos veículos acima, “empacotando” uma solução completa através de uma gestão profissional. Geralmente são acessíveis a investidores de qualquer porte. Na maioria das vezes seus rendimentos não são isentos de pagamento de Imposto de Renda.

Ufa, muito conteúdo para conhecer? Não se preocupe: o tempo é o maior aliado do investidor que sempre busca mais conhecimento.

Na semana que vem, continuaremos nossa jornada por esse vasto mundo. Até mais!

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