DIA MUNDIAL DA OBESIDADE: UM ALERTA À SAÚDE JOVENS E ADULTOS

Desde 2020 o dia 4 de março é reservado para chamar a atenção de um problema que afeta milhares de pessoas em todas as faixas etárias, a obesidade. O Dia Mundial da Obesidade, mudou de data ano passado para sincronizar com outras ações que ocorrem ao redor do mundo sobre o tema, como a Semana de Cuidados com a Obesidade, que acontece na primeira semana de março. 

De acordo com a última edição do  Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, seis a cada 10 brasileiros, cerca de 96 milhões de pessoas, estão com sobrepeso ou obesidade.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Uma pesquisa da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), mostrou que nos últimos 13 anos, no Brasil, a obesidade, que é considerada doença crônica, aumentou 67,8%. A maior taxa de crescimento foi entre adultos de 25 a 34 anos (84,2%) e de 35 a 44 anos (81,1%). Hoje, no país, 20,7% das mulheres têm obesidade e 18,7% dos homens.

No entanto, a obesidade não é restrita a adultos. A obesidade infantil também existe. De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde, 12,9% das crianças que têm entre cinco e nove anos de idade, são obesas. Entre os adolescentes de 12 e 17 anos, 7% estão classificados em um algum grau de obesidade.

Adolescência e vida adulta 

A estudante de educação física Erica Nascimento explica que um  dos principais fatores que contribuem para a obesidade são o consumo de alimentos industrializados, que estão cada vez mais em alta, principalmente com os aplicativos de entrega. “O principal motivo é o consumo de alimentos processados, cheios de açúcares, os famosos fast-food que é sempre a primeira opção na hora da fome, pela praticidade”, explica.

Com a pandemia, todos estão passando mais tempo em casa e, por consequência, mais tempo na frente dos aparelhos tecnológicos seja para estudar ou trabalhar e cada vez mais se movimentando menos. Erica Nascimento explica que a falta de atividade física também é um agregador para o desenvolvimento da doença.

“Paralelo a isso, uma vida cada vez mais tecnológica, onde se resolve tudo na palma da mão, não é preciso sair de casa para resolver nada, então, os Brasileiros comem mais e queimam cada vez menos calorias no dia a dia”. A estudante lembra que a prática de exercícios é ainda menor entre as crianças. 

“Culturalmente, a questão ‘praticar atividades físicas’ é uma cultura ‘fraca’, pouquíssimas famílias criam os filhos ensinando a necessidade disso, e nas escolas sempre foi, e é cada vez mais superficial esse ensino, principalmente agora, durante essa época de pandemia.

A pesquisa da PNS de 2019 e analisada pela Abeso, mostrou que 19,4% dos jovens entre 15 e 17 anos estão com excesso de peso, são aproximadamente 1,8 milhões de pessoas. Dentre esses, 6,7% já desenvolveram obesidade. O cenário é preocupante, pois o problema pode continuar na vida adulta. O levantamento mostrou que na faixa etária dos 18 aos 24 anos, encontramos 33,7% de pessoas pesando do indicado. Na faixa entre 40 e 59 anos, o número de indivíduos acima do peso aumenta para 70,3%.

Perigos à saúde

O excesso de peso aliado a má alimentação e a falta de exercícios pode causar inúmeras doenças, dentre elas problemas cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças renais, apneia do sono, tumores de intestino e vesícula, artrite, artrose e depressão. 

As classificações IMC (Índice de Massa Corporal), cálculo usado para se o individuo está ou não no peso correto para a idade, sexo e tamanho, usando o sistema de pesagem em quilos por metro quadrado (Kg/m2). Para sobrepeso (IMC 25,0 e 29,9 Kg/m2). Já para a obesidade é separada em três níveis: obesidade grau I (IMC  30,0 e 34,9 Kg/m2); grau II ( IMC 35,0 e 39,9 Kg/m2) e grau III (maior que 40,0 Kg/m2).

O sobrepeso é considerado uma pré-obesidade, mas qual a diferença entre as duas? Segundo a Erica Nascimento, essa classificação ou o estar “acima do peso”, quer dizer que a pessoa além do recomendado. “Quando falamos de obesidade, falamos de uma quantidade excessiva de gordura na pessoa, o que está diretamente ligado a um fator de risco à saúde”, diz. Ela alerta que a obesidade, se não controlada, pode chegar a ser mórbida.

Para identificar qual é seu nível de IMC basta calcular o peso (em kg) e dividir pela altura (em metros). No site da Abeso tem uma calculadora que explica todas as classificações e mostra qual é a sua. 

Mudança

Mesmo neste momento de pandemia onde o mais indicado é permanecer em casa e manter o distanciamento social, você pode mudar alguns hábitos para se tornar uma pessoa mais saudável. Alguns canais no YouTube e aplicativos oferecem inúmeras formas de atividades que 

“O que não dá é ficar parado. Além de evitar a obesidade, as atividades físicas proporcionam uma manutenção corporal como um todo, desde fortalecimento de artérias e veias, fortalecimento do sistema cardiorrespiratório, fortalecimento de ossos, músculos, juntas. Os exercícios agem como prevenção de inúmeras doenças, inclusive as mentais”, explica Erica. 

Além de praticar exercícios físicos, é necessário cuidar da alimentação, optando sempre por alimentos saudáveis. “Costumo dizer que comida saudável de verdade, é tudo aquilo que “nasce”, então: frutas, verduras, saladas, carnes, ovos, grãos”, indica. 

Novos Hábitos

Desde o começo deste mês o Regra está com um novo quadro, chamado Novos Hábitos, apresentado pela estudante de educação física Erica Nascimento. Todas às segundas-feiras um episódio novo para te incentivar a ter uma vida mais saudável. Assista o último episódio:

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