DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS: OS INCRÍVEIS FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Olá querido leitor/querida leitora!

Na coluna de hoje, chegamos a um dos capítulos mais interessantes da nossa jornada: o mercado de renda variável. Devido à sua tamanha importância e fama, vou subdividir esse capítulo em partes menores, começando por um dos produtos que mais gosto, que são os Fundos de Investimento Imobiliário, também conhecidos pela sigla FII. Se você perdeu alguma coluna, confira as anteriores aqui.

Antes de continuar, um pequeno parêntese: o nome “mercado de renda variável” advém do fato de que os ativos passam por um processo parecido ao da marcação à mercado que falamos na coluna passada, nesse caso, de maneira mais “intensa”. Esses ativos são negociados em ambientes de balcão ou de bolsa de valores, onde obedecem a dinâmica de mercado, ou seja, a lei da oferta e da procura, em tempo real. Por isso, esse tipo de investimento tem alteração em seus preços de forma mais rápida e dinâmica ao longo do tempo.

Voltando ao tema inicial: já pensou em ser dono/dona de uma sala, ou mesmo de um andar inteiro, em algum endereço famoso do Brasil? Que tal uma cobertura comercial no Leblon, ou ainda uma sala na Faria Lima? Tais endereços com certeza pagariam um ótimo aluguel aos seus donos. Mas existe um entrave aí: somente quem tem muito dinheiro poderia construir ou comprar esses imóveis, não é mesmo? Bem, não é assim para quem é investidor de um FII!

Fundos de Investimento Imobiliário são, de forma simplificada, um condomínio de pessoas, físicas ou jurídicas, que investem seu capital na compra de imóveis ou de títulos de dívida imobiliária, esperando rendimentos mensais do aluguel destes mesmos imóveis (ou juros dos títulos de dívida). Ao juntar milhares de pessoas, o montante captado permite a compra de imóveis caros nos melhores endereços que, dificilmente, seriam acessíveis a apenas uma pessoa.

Outras duas vantagens dos FII’s são: i) a administração desses veículos é feita por gestores profissionais, mediante uma taxa remuneratória, dedicados 24 horas por dia na ocupação e locação dos melhores imóveis possíveis, e ii) os FII’s podem comprar mais de um imóvel, as vezes até dezenas deles, diluindo o risco de imóveis vagos, visto que um imóvel vago não paga aluguel ao dono, que tem que arcar ainda com os custos fixos desse imóvel.

Ainda que existam outras classificações para os FII’s, gosto da seguinte divisão didática:

  • FII’s de tijolo: São aqueles que compram imóveis físicos propriamente ditos; lajes comerciais, galpões logísticos, hospitais, centros de ensino, loteamentos urbanos ou mesmo silos agrícolas são alguns dos ativos que podem compor essa categoria;
  • FII’s de papel: são fundos que compram imóveis indiretamente, por meio do investimento em títulos de dívida que financiam novas construções. Lembram dos CRI’s e LCI’s da coluna passada? Pois bem, FII’s de papel são recheados deste tipo de investimento;
  • Fundos de Fundos Imobiliários – FoF’s ou, ainda, FoFII’s: São FII’s que compram outros FII’s. Tais veículos possuem a vantagem de proporcionar ao investidor final o ganho de diversificação, remunerando-o com os rendimentos dos FII’s dentro da carteira ou, ainda, na compra e venda das cotas destes FII’s a mercado;
  • FII’s híbridos: uma junção das categorias anteriores. Os gestores de FII’s híbridos tem a liberdade de negociar nos vários mercados de renda imobiliária, a fim de buscar a melhor remuneração possível para o cotista.

Você pode estar se perguntando agora: como faço para ser cotista de um FII? É simples, basta abrir contra em uma corretora de valores e negociar as cotas no home broker. Com menos de R$ 100, você já pode ser dono de uma parte, ainda que pequena, de uma laje comercial, e receber parte do aluguel deste imóvel. Mas vale o aviso: lembre-se que estamos operando no mercado de renda variável, onde os ganhos são maiores, mas são acompanhados de maior risco e volatilidade, ou seja: o sobe e desce do preço das cotas e ações.

Na semana que vem, continuaremos na renda variável, respondendo à seguinte pergunta: o que é uma ação?

Até lá!

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