LULA FALA COM IMPRENSA SOBRE DECISÃO DE FACHIN E CRITICA DURAMENTE BOLSONARO

Na manhã de hoje (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu uma entrevista coletiva falando a respeito de sua prisão em 2018 e sobre a decisão do ministro Edson Fachin que determinou na segunda-feira (8) a anulação de todas as decisões tomadas pela 13ª Vara de Curitiba (PR) nas ações penais contra Lula. Como consequência, ficam anuladas as condenações proferidas.

A abertura do evento foi feita pelas palavras do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Wagner Firmino de Santana. Em seguida, Lula destacou a importância de todos estarem de máscara no ambiente e pediu autorização aos médicos presentes para poder remover a sua, alertando a importância do distanciamento social. Lula iniciou seu discurso afirmando que há 3 anos se entregou à Polícia Federal contra sua vontade. Durante 580 dias, Lula permaneceu preso e foi liberado após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado a prisão de condenados após a segunda instância. Ressaltou que tinha clareza sobre as acusações feitas contra ele serem falsas e que teria feito questão de provar sua inocência diante das decisões do ex-ministro Sérgio Moro, então juiz responsável pelo caso de Lula.

O ex-presidente Lula. Imagem: Flickr/Ricardo Stuckert

Lula declarou que se sentia magoado com as “chibatadas” que vem recebendo nos últimos tempos. “Eu sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”, declarou, “a dor que eu sinto não é nada, diante da dor que sofre milhões e milhões de pessoas”, completou se referindo às vítimas da pandemia. Lula prestou solidariedade também aos profissionais de saúde e sobretudo ao SUS, estes, que ele alegou terem sido descredenciados politicamente. “Se não fosse o SUS a gente teria perdido muito mais gente do que perdeu”. Criticou o governo atual, chamando de “Desgoverno no trato da saúde” e chamou a operação Lava Jato de “quadrilha”.

Ainda que fosse esperado que ele comentasse de maneira mais enfática a decisão do Ministro Edson Fachin, o ex-presidente concentrou energias em criticar o governo atual com a maneira de conduzir a pandemia e a vacinação. “A questão da vacina não é sobre se tem dinheiro ou não tem dinheiro. É sobre se eu amo a vida ou amo a morte”, afirmou. Em uma extensa lista de agradecimento, destacou nomes como o presidente argentino Alberto Fernández, Papa Francisco, Pepe Mujica e Monja Cohen.

A decisão de Fachin movimentou as redes e deu o que falar. Como as condenações em primeira instância foram anuladas, as condenações em segunda instância também perdem validade. Com isso, o ex-presidente não está mais enquadrado na Lei Ficha Limpa e pode voltar a concorrer a cargos eletivos e a ocupar cargos públicos. Se você tem algumas dúvidas sobre a decisão do ministro, pode ver a live que rolou no mesmo dia com Kelli Kadanus e Eline Carrano, que abordaram alguns pontos de dúvida sobre esse assunto insere o link da live.

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