DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS: O MERCADO ACIONÁRIO

Olá querido leitor/querida leitora!

Na coluna de hoje, vamos continuar a discussão sobre o mercado de renda variável, mais especificamente sobre o ativo que ocupa grande parte dele: as ações. Se você perdeu alguma coluna, confira as anteriores aqui.

Para que o leitor/a leitora entenda melhor o que é uma ação, vou fazer uma alegoria. Vamos supor que você e sua amiga Joana decidem abrir uma casa de sucos, com o objetivo de vender refrescos na vizinhança, lucrando com o empreendimento. Para montar a tal casa de sucos, vocês precisam de um dinheiro inicial para comprar: copos, frutas, um ponto comercial, água potável, dentre vários outros insumos necessários para rodar o negócio e atender bem seus clientes. Supomos também que tanto você quanto Joana possuem R$ 1.000 nas respectivas contas bancárias e decidem usar esse capital próprio para financiar a empreitada. De maneira a formalizar e dar segurança jurídica ao negócio, vocês redigem um contrato que, dentre as cláusulas, diz algo parecido com o seguinte:

  • Joana investiu R$ 1.000 na Casa de Sucos da Esquina S/A, e esse valor é equivalente a 1.000 cotas de participação na Sociedade, cujo valor unitário de cada cota é 1 real;
  • O Leitor/A Leitora investiu R$ 1.000 na Casa de Sucos da Esquina S/A, e esse valor é equivalente a 1.000 cotas de participação na Sociedade, cujo valor unitário de cada cota é 1 real;

Nessa alegoria, o que você e Joana fundaram é uma empresa divida por cotas de participação. E, de maneira bem simplificada, tais cotas são as ações dessa empresa. Tanto você quanto Joana poderiam vender essas cotas ou ações a um terceiro, que também poderá ser dono, conhecido como cotista ou acionista, do empreendimento, lucrando ou assumindo prejuízo com os resultados. As empresas presentes na nossa B3 – Brasil, Bolsa Balcão, antiga BM&FBovespa, e principal bolsa de valores do país – possuem estruturas acionárias bem mais complexas, mas o básico é muito parecido ao discorrido acima.

Outra dúvida recorrente daqueles que ainda não investiram nesse tipo de ativo é a seguinte: como um investidor pode lucrar com ações? Basicamente de duas formas: i) o investidor compra as ações de um outro cotista/acionista, vendendo-as mais tarde para um terceiro por um preço maior e auferindo lucro, ou, ii) como o acionista é dono de uma pequena parte da empresa, ele tem direito a ganhar os lucros que essa empresa gera periodicamente com sua operação, proporcionalmente à quantidade de ações possuídas. Essa distribuição se chama provento, que pode se apresentar na forma de dividendos ou Juros sobre Capital Próprio – JCP.

Graças à recente democratização dos investimentos em nosso país, comprar ações ou outros ativos de renda variável tem se tornado muito simples. Para isso, basta abrir conta em uma corretora de valores mobiliários, onde através do ambiente de home broker, o leitor/a leitora poderá comprar ações e também ser dono, junto de outro milhares de investidores, de empresas como o Banco Santander, Banco do Brasil, Alpargatas, Companhia Siderúrgica Nacional, dentre outras. Legal, não?

O mercado acionário possui muitos outros detalhes – como a divisão entre ações preferenciais e ordinárias – que todo investidor de renda variável deve conhecer. Mas isso é papo para outra coluna.

Na semana que vem, continuaremos na renda variável, falando sobre os ETF’s – Exchange Traded Funds.

Até lá!

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