DESEMPENHO DE BOLSONARO NA PANDEMIA É REPROVADO POR 54% DOS BRASILEIROS, DIZ DATAFOLHA

O desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na gestão da crise provocada pela pandemia do coronavírus é reprovado por 54% dos brasileiros, segundo um levantamento do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (16). Para esses brasileiros, a gestão do presidente na pandemia é considerada ruim ou péssima. Em janeiro, este índice era de 48%.

O desempenho de Bolsonaro é considerado bom ou ótimo por 22% dos brasileiros, segundo o Datafolha. Em janeiro, eram 26% dos entrevistados que pensavam assim. De acordo com o levantamento, 24% avaliam como regular a atuação de Bolsonaro na pandemia.

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil

A pesquisa foi realizada por telefone nos dias 15 e 16 de março e ouviu 2.023 pessoas. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa mostra, ainda, que 43% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro é o principal culpado pela situação da crise sanitária. Para 17% dos brasileiros ouvidos pelo Datafolha, os principais culpados são os governadores. para 42% dos entrevistados, Bolsonaro deveria ser o principal responsável por combater a pandemia.

O Datafolha também mostra que os brasileiros acreditam que governadores e prefeitos estão combatendo melhor a pandemia. Para 38% dos entrevistados, os governadores são os que desempenham melhor papel até aqui. Outros 28% atribuem papel de destaque aos prefeitos. Apenas 16% dos entrevistados disseram que Bolsonaro é o que está combatendo melhor o coronavírus.

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 2.841 mortes por causa do vírus. O acumulado desde o início da pandemia já é de 282.127 mortes registradas. Nesta quarta-feira (17) completa um ano desde o primeiro registro de morte pela doença. Até agora, 11,6 milhões de brasileiros já foram infectados.

O país enfrenta o pior momento da pandemia. Nesta semana, Bolsonaro anunciou a troca do comando no Ministério da Saúde pela terceira vez desde o início da pandemia. O general Eduardo Pazuello deve deixar o cargo e será substituído pelo médico Marcelo Queiroga.

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