DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS – PARTE 4: OS FUNDOS DE INVESTIMENTO

Olá querido leitor/querida leitora!

Na coluna de hoje, vamos nos despedir da nossa minissérie “Desbravando o mundo dos investimentos” falando sobre um tema que, de forma indireta, engloba todos os demais que abordamos nas últimas 6 semanas: os fundos de investimento. Espero que ao longo desse tempo eu possa ter contribuído para aumentar, mesmo que seja um só pouquinho, o seu conhecimento com os produtos de investimento presentes em nosso mercado. Todas as colunas prévias de minha autoria você pode conferir clicando aqui.

Se você acompanhou as colunas anteriores, é provável que tenha ficado com vontade de investir em pelo menos uma, ou mais de uma, das modalidades de investimento. E se eu lhe dissesse que existem profissionais no mercado financeiro que são especialistas em buscar as melhores oportunidades de multiplicação do seu dinheiro em cada uma das classes de ativos que estudamos? Ou melhor ainda, profissionais que mesclam, através de um veículo apropriado, as melhores estratégias dessas mesmas classes, todas ao mesmo tempo? Achou interessante? Tais veículos práticos e eficientes são conhecidos como fundos de investimento.

Um fundo de investimento pode ser definido como uma cesta de vários ativos, de uma ou mais classes distintas, gerenciados pela figura de um gestor profissional. Não podemos confundir com os Fundos de Investimento Imobiliários, FII’s, que já estudamos, e que são produtos de renda variável exclusivamente focados no mercado de real estate.

Diferentemente dos ETF’s, que também são uma cesta de ativos, os fundos de investimentos não possuem mandato ou metodologia fixa ao longo do tempo. Os gestores têm a liberdade, dentro das regras da CVM, de comprar ou vender ações, renda fixa ou derivativos, conforme os movimentos de mercado e respectivas estratégias traçadas, a fim de maximizar o rendimento para seus cotistas, que são investidores que depositaram seu dinheiro e confiam na cabeça desse gestor e sua equipe.

Existem gestores especializados em todos os produtos que desbravamos: fundos focados somente em renda fixa, como títulos de dívida pública e privada; com foco em renda variável, através da compra e venda de ações e seus respectivos derivativos; especialistas em investimentos no exterior, negociando ativos americanos, europeus, asiáticos, dentre outros; ou mesmo ativos chamados alternativos, como criptomoedas e private equity. Há ainda aqueles gestores que operam através de “caixinhas” dentro dos seus fundos, uma para cada classe de ativo: são os famosos multimercados.

A vantagem de se investir através de fundos é que grandes gestores, chamados também de investidores institucionais, tem dedicação exclusiva na gerência do patrimônio levantado, com o objetivo de buscar o melhor retorno possível. Muitas vezes, esses mesmos gestores possuem boa parte do seu patrimônio investido nos próprios fundos, resultando em um alinhamento de interesses sadio entre ele e seus cotistas. Como contrapartida pelo serviço prestado, a casa de investimento cobra uma taxa de remuneração baseado no patrimônio líquido do fundo, denominada taxa de administração, além de uma taxa baseada no retorno adicional acima de um benchmark – denominada taxa de performance.

E aí, o que achou dos fundos de investimento? Para mim, são uma ótima solução que alia comodidade a retorno financeiro para meus investimentos.

Até a semana que vem!

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