ATIVISTA THIAGO AVILA É PRESO MAIS UMA VEZ EM AÇÃO DE DESPEJO NO DF

Após decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, que autorizou na semana passada a desocupação da área do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), policiais militares avançaram aos chutes para derrubar os barracos no terreno, desocupando famílias e prendendo protestantes. O ativista Thiago Avila foi preso mais uma vez durante a ação.

Durante o dia, muitos moradores e simpatizantes da causa em prol das famílias que moram no local, estão fazendo um movimento de resistência para impedir que as casas e a Escolinha do Cerrado sejam derrubadas. Contudo, as demolições continuam.

Há pouco foi anunciado que a Escolinha do Cerrado está sendo derrubada, mesmo com pessoas em cima na tentativa de impedimento. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a situação caótica que se instaura no local.

Testemunhas afirmam que quatro pessoas foram detidas, dentre eles, o ativista socioambiental Thiago Ávila. Em março, ele já havia sido detido em uma manifestação contra a ordem de despejo. Relatos também afirmam que uma das manifestantes foi atingida por uma bomba na perna e se encontra hospitalizada.

Ainda que a vigência da Lei Distrital nº 6.657/2020, sancionada em agosto do ano passado, proíba remoções e ordens de despejo durante a pandemia, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), aprovou a remoção das duas comunidades de catadores de materiais recicláveis.

Em nota, a Ascema Nacional manifestou preocupação com a escalada da violência e com as medidas arbitrárias do governo do Distrito Federal. “A Ascema Nacional manifesta preocupação com os ataques ao Estado Democrático de Direito, à liberdade de expressão e de manifestação e com a postura do governo do Distrito Federal, que busca despejar famílias de suas casas em plena pandemia, em uma ação flagrantemente ilegal”, diz a entidade.

“As duas prisões de Thiago Ávila também despertam preocupação da Ascema Nacional. Elas refletem o estado de exceção que vivenciamos hoje, posto que são, ambas, flagrantemente ilegais. Além disso, a Ascema também manifesta preocupação com o fato de o governo local estar jogando na rua de forma ilegal setores mais frágeis da população em meio à pandemia”, diz outro trecho da nota.

Os protestos seguem em frente da Delegacia de Combate a Ocupação do Solo e aos Crimes Contra a Ordem e o Meio Ambiente (DEMA).

Veja o vídeo:

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