VAMOS FALAR SOBRE ALLEN GINSBERG

Olá querides leitores e leitoras, hoje vamos falar sobre um grande poeta e ativista homossexual dos anos 50, que lutou para ser visto e faz parte de uma geração importantíssima da história da nossa comunidade.

Irwin Allen Ginsberg, nasceu em Newark, Nova Jersey, foi um escritor, poeta, filósofo e ativista considerado como uma das principais figuras da Geração Beat nos anos 50. Se opôs vigorosamente ao militarismo, ao materialismo econômico e à repressão sexual.

Sua própria homossexualidade e suas relações com inúmeros homens, incluindo Peter Orlovsky, seu companheiro até o fim de sua vida, levaram o ativista a lutar pelas demandas da época, que tratavam diretamente a homossexualidade como crime.

Ginsberg foi um budista praticante que estudou religiões orientais extensivamente, vivia com muita simplicidade e comprava suas roupas em um brechó. 

Ginsberg e seu companheiro, o poeta Peter Orlovsk/Divulgação.

Ginsberg fez parte por décadas de protestos não-violentos contra tudo a respeito desde a Guerra do Vietnã até a Guerra das Drogas. Começou um relacionamento amoroso com o relutante Neal Cassady, e cruzava o país para visitá-lo, em Denver e San Francisco, no melhor estilo das aventuras narradas no “On the Road” de Kerouac. E pra época era um inovador nas causas LGBTQIA+, prezava pela liberdade de expressão e liberdade sexual.  

Aos 29 anos, ele já tinha escrito muita poesia, mas quase nada publicado. Ganhou popularidade a partir de 1955, com o seu poema Howl (considerado por muitos, obsceno e pornográfico, assim como o seu autor…). Uivo foi o livro de poesia mais vendido da história dos EUA, ultrapassando um milhão de exemplares em pouco tempo.

No início dos anos 1960, enquanto sua celebridade crescia, Ginsberg se lança na cena hippie, ajuda Timothy Leary a divulgar o psicodélico LSD. Para quem gosta de movimentos hippies e de grandes causas estilo “beat” anos 50/60, ler poemas de Ginsberg é uma aventura, ele transitava entre o profano e o sagrado, o poético e o sexual, com uma leveza muito contemporânea. Exalava senso de liberdade, não se prendeu as amarras do preconceito e por mais louco que fosse considerado estava sempre engajado em causas que levava a luta de minorias a diante.

Sou suspeita falar, porque sou muito fã de seu trabalho, e particularmente fã de poetas e poetizas norte-americanos, mas eu indicaria que você lesse algum de seus poemas, lesse mais sobre sua vida e como a sua existência impactou na sociedade de sua época. 

É preciso que valorizemos sempre nomes que fizeram da nossa causa, um estilo de vida, portanto compartilhe esse artigo com os amigos e leia pessoas LGBTQIA+.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: