HASH11 – O ETF QUE VEIO FACILITAR O ACESSO ÀS CRIPTOMOEDAS PARA TODOS

Olá querido leitor/querida leitora!

Como tem estado? Espero que bem e com saúde. Na coluna de hoje, vamos comentar um pouco sobre a agitação que o mercado financeiro sofreu recentemente com a chegada do mais novo ETF à plataforma da B3, o HASH11, o qual permitirá o investimento em criptomoedas mesmo para pessoas leigas no assunto. Você sempre poderá conferir minhas colunas anteriores aqui do Regra nesse link aqui.

Na nossa minissérie “Desbravando o mundo dos investimentos”, comentamos sobre o que são os ETF’s – Exchange Traded Funds – veículos que aliam diversificação e custos baixos para o investidor de varejo. Para aqueles que não lembram, de forma breve os ETF’s ou Fundos de Índice visam replicar de forma passiva um determinado indicador do mercado financeiro, seja ele de renda variável ou fixa, de acordo com uma metodologia pré-determinada. Por outro lado, criptoativos e criptomoedas foram assuntos que apenas tangenciamos em nossas colunas semanais, e que gostaria de introduzir, ainda que de forma superficial, a você nas linhas a seguir.

Criptoativos poderiam ser classificados como uma invenção recente da criatividade humana. O criptoativo mais difundido mundialmente é o Bitcoin, cuja história começa em 2009 com a mineração de seu bloco gênese nesse ano. A real identidade de seu criador – ou criadores, não se sabe ao certo – é desconhecida. A única pista que temos sobre sua existência são posts em fóruns voltados para estudiosos de criptografia, datados da primeira metade desse século; tais posts e mensagens sempre eram assinados pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto. Em homenagem a ele, as frações de um Bitcoin são chamadas de “satoshis”.

Mas afinal, o que seria um criptoativo ou uma criptomoeda? Eles podem ser definidos como um meio de troca ou reserva de valor, geralmente descentralizados, cujo fundamento é um algoritmo computacional criptografado – notadamente o blockchain – que garante sua perenidade e validade ao longo do tempo. Parece complicado – e realmente é: conhecer a fundo seu funcionamento técnico requeria de você uma graduação em ciências ou engenharia da computação. Para simplificarmos, acredite que o valor intrínseco desse tipo de ativo é garantido por regras computacionais e matemáticas que são descentralizadas por toda a Internet, o que o torna virtualmente impossível de burlar ou quebrar.

Cortando para nosso ETF em questão, depois do surgimento do Bitcoin, vários outros criptoativos surgiram se espelhando em sua tecnologia: Ethereum, Monero, Litecoin são alguns exemplos dentre inúmeros existentes. Cada criptoativo tem um fim específico, que não somente reserva de valor ou meio de troca, de maneira a resolver algum problema real do mundo. O HASH11 compra e classifica vários desses ativos de acordo com seu valor de mercado e uso corrente. Naturalmente, quanto mais um criptoativo é utilizado entre as pessoas, maior é seu valor e mais espaço ele ocupa na metodologia.

Uma pergunta pode estar lhe rondando agora: qual a utilidade dessas tais criptomoedas? O Bitcoin e sua turma podem ser utilizados como meio de troca, reserva de valor e unidade de conta – as três características necessárias para que um bem seja utilizado como moeda. Aliado à sua característica intrínseca deflacionária, criptoativos possuem valor em um mundo em que cada vez mais dinheiro é impresso “do nada” pelos bancos centrais. Você lembra de nossa coluna passada que relaciona impressão de dinheiro, inflação e perda do poder de compra? Pois é, criptoativos caem como uma luva contra esse tipo de perda para investidor.

Sei que é muito conhecimento novo para somente uma coluna semanal, por isso, se você deseja aprofundar seu conhecimento no tema, recomendo o livro “Bitcoin – o dinheiro na era digital”, do autor Fernando Ulrich.

Até a semana que vem!

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