QUE TIPO DE INVESTIDOR VOCÊ É?

Olá querido leitor/querida leitora!

Na coluna de hoje, vamos falar sobre o perfil do investidor, e como ele se relaciona com os produtos de investimento presentes no mercado brasileiro. Você sempre poderá conferir minhas colunas anteriores aqui do Regra nesse link aqui.

Caso você já possua conta em uma corretora ou invista através de um banco comercial, é muito provável que essa instituição já tenha te pedido para responder um questionário simples sobre seus conhecimentos e relacionamento com produtos de investimento. Adicionalmente, caso você seja um cliente antigo, é pedido para que você responda novamente às questões a cada 6 meses ou um ano. Esse processo se chama suitability, mandatório pelos órgãos reguladores, e que serve para basear quais produtos a corretora deve te oferecer, balanceado retorno com o risco máximo que, teoricamente, você conseguiria suportar.

Cada instituição possui uma nomenclatura e gradação para o perfil de risco/retorno, e que varia entre os que suportam pouca volatilidade – comumente chamados de conservadores – àqueles que lidam melhor com essa variável – chamados de arrojados ou agressivos. Existe ainda os perfis intermediários que se sentem confortáveis com níveis medianos de risco e retorno, chamados de moderados. Entretanto, de forma mais aprofundada, quais produtos cada uma dessas “caixinhas” de perfil investiria?

Geralmente, perfis conservadores procuram produtos com baixa oscilação ao longo do tempo, e que, em teoria, sempre rendem positivamente, conservando o capital investido. Devido a essa baixa oscilação, não são esperados grandes retornos com o passar dos anos, já que risco e retorno se relacionam de forma inversa. Produtos de renda fixa, Tesouro Direto, CDBs e fundos que mesclam essas estratégias compõem a maior parte da carteira do investidor conservador.

Investidores de perfil moderado são um pouco mais propensos a admitir riscos que os conservadores. Seu portfólio permite uma sofisticação maior, aliando os produtos de renda fixa a, por exemplo, fundos multimercados, debêntures, Fundos de Investimento Imobiliário e – por que não? – uma pitada de renda variável, como ações. Ainda assim, um investidor moderado não toleraria grandes variações negativas em seu capital.

Por fim, o investidor de perfil agressivo ou arrojado – algumas instituições fazem diferenciação entre os dois termos, sendo o agressivo aquele que mais tolera oscilações de mercado – possui amplo conhecimento do mercado de capitais, variando entre muitas estratégias. Por possuir esse conhecimento, ele consegue aproveitar oportunidades de curto e longo prazo, operando renda fixa, renda variável, derivativos, e mesmo mercados internacionais ou alternativos. Seu portfólio possui uma parte significativa em ativos que tem alta amplitude de oscilação, podem resultar em prejuízos grandes em prazos mais curtos, mas que miram maior retorno no longo prazo.

Pessoalmente, possuo uma visão um pouco diferente dessa classificação das instituições financeiras: o real risco é não tomar risco nenhum. Um investidor que busca apenas produtos de baixa oscilação, como a renda fixa, pode ter a falsa sensação de segurança que, em ocasiões extremas – como a crise da Covid-19, que teve seu auge no ano passado – se mostra equivocada, como mostra esse artigo aqui. A melhor proteção é buscar um retorno superior em produtos com pouco mais de risco, desde que essa parcela não lhe tire o sono pela noite.

E aí, qual tipo de investidor você se considera?

Até a semana que vem!

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