SAUDADES DE UMA GRIPEZINHA

Eu tenho mania de dormir com o cabelo molhado. Tenho zero paciência para secar o cabelo e quase nunca lembro de lavar durante o dia. Isso faz com que eu tenha resfriados recorrentes, ainda mais quando, além do cabelo molhado, eu acrescento um ventilador ligado durante a noite na equação.

Eis que eu eu resfriei de novo. Óbvio. Só que dessa vez eu me peguei pensando no quanto eu estava com saudades de pegar uma gripezinha. Explico: em tempos pré-pandemia, quando eu gripava, eu tomava uns remedinhos aqui, uns chazinhos ali, fazia um drama dizendo que achava que ia morrer, dormia pesadamente sob efeito dos remédios (não façam isso, crianças, é muito irresponsável) e uns dois dias depois estava tudo bem.

Mas antes de passar, dramática que sou, eu era mimada durante todo o processo. Chazinho na cama. Remedinho na mão. Comida quentinha sem ter que levantar do sofá. Cochilo a qualquer hora do dia. Coisa linda de se viver.

Agora, em tempos pandêmicos, não pode dar um espirro que acha que pode morrer. Só que dessa vez não é drama, pode mesmo morrer. Trancou o nariz e o alerta vermelho já é ligado. Dor de cabeça com dor no corpo já é quase caso de hospital.

Esse texto não é uma crítica política à condução da crise. Não é um serviço público sobre prevenção e medidas de segurança. Esse texto é só um desabafo, mesmo. Que saudades de uma gripezinha inofensiva!

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