BASE DO GOVERNO DEMORA TRÊS SEMANAS PRA DESCOBRIR ONDE FICAM DOCUMENTOS DA CPI

Somente neste dia 13, com três semanas desde o início dos trabalhos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, a base do governo no Senado Federal descobriu que já tem acesso a todos os documentos da comissão. A descoberta incrível aconteceu no início da sessão desta quinta-feira (13), quando o senador Marcos Rogério (DEM-RO), aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e tido como um dos mais habilidosos politicamente a compor a base no colegiado, pediu para que fossem estabelecidos prazos para que os documentos solicitados pela CPI fossem compartilhados com eles.

O pedido comoveu até mesmo o senador de oposição e vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), que começou a tentar articular um prazo mínimo, pois, até para ele, era um absurdo que o grupo governista não tivesse acesso aos documentos. Afinal, a oposição tem tido acesso livre desde o primeiro dia.

“É preciso estabelecer um prazo para quem solicitou [o documento] para compartilhar com os demais ou então facultar aos demais que queiram ter acesso a esses documentos, tê-lo”, solicitou Marcos Rogério.

Depois de algumas conversas, todo mundo fazendo o “John Travolta”, foi necessário um assessor técnico chegar no ouvido do presidente Omar Aziz (PSD-AM) e revelar um segredo: assim como todas as CPIs, todos os documentos, públicos ou privados, constam em um drive da comissão, onde todos os membros do colegiado têm acesso livre.

“O secretário está me informando que, quando chega [qualquer documento], fica disponível no drive”, revelou Omar Aziz.

Agora, após três semanas do início dos trabalhos, o governo vai começar, finalmente, a acessar os documentos do colegiado.

“Eu estava aqui o tempo todo só você não viu”, diriam os documentos, se falassem…

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