CPI DA PANDEMIA, A MENTIRA DE BOLSONARO E A CAMPANHA PARA 2022

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, foi ouvido mais uma vez pela CPI da Pandemia no Senado nesta terça-feira (8). O ministro admitiu a ineficácia do tratamento precoce e da cloroquina para casos de Covid-19. Por isso, passou a ser alvo de senadores governistas, que se alinham ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na defesa de tratamentos ineficazes ou sem eficácia comprovada cientificamente para casos de coronavírus.

Fora da CPI, Bolsonaro, por sua vez, admitiu nesta terça-feira (8) que os dados mostrados por ele a apoiadores que questionavam o número de mortes por Covid-19 no Brasil não partiram do Tribunal de Contas da União (TCU). Na segunda-feira (7), em conversa com apoiadores em frente ao Palácio Alvorada, o presidente afirmou que um suposto relatório do TCU lançaria dúvida sobre parte dos óbitos registrados em decorrência da pandemia.

O TCU desmentiu o presidente ainda na segunda-feira (7). “O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”, disse a Corte, em nota.

Nesta terça-feira, Bolsonaro admitiu o erro, mas insistiu que há indícios de supernotificação nos dados. O presidente citou como fonte “vídeos de WhatsApp”.

Enquanto isso, a campanha presidencial de 2022 já está a todo vapor nas redes sociais. Depois de contratar o marqueteiro João Santana – aquele que trabalhou para o PT e foi peso pela Lava Jato -, Ciro Gomes (PDT) lançou um vídeo nas redes sociais para tentar atrair o eleitor bolsonarista arrependido.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada em maio, Ciro Gomes apareceu com 6% das intenções de voto no primeiro turno, empatado tecnicamente com Sérgio Moro (sem partido), com 7%, Luciano Huck (sem partido), com 4%, João Doria (PSDB), com 3%, Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 2%, e João Amoedo (Novo), também com 2%.

O ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto, com 41% no 1º turno. O atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), aparece na sequência, com 23% das intenções de voto.

O Anexo V é uma parceria entre o Regra dos Terços e o Plural.

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