PRESIDENTE DO TSE FALA SOBRE OS RISCOS DO VOTO IMPRESSO

Durante debate na Câmara dos Deputados, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu nesta quarta-feira (9), o sistema de votação eletrônica adotado no Brasil a partir de 1996. Para ele, o processo eletrônico “é seguro, transparente e, sobretudo, é auditável”. O ministro destacou também que nunca houve fraude comprovada nas urnas eletrônicas.

Barroso participou da comissão geral que discutiu propostas que estão em análise na Câmara e que alteram a legislação eleitoral, entre elas, a adoção de urnas eletrônicas que permitam a impressão de votos, a PEC 135/19. A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que afirmou que a Câmara está aberta ao debate neste tema que ele considera controverso.

Urna eletrônica. Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Para o presidente do TSE, o voto impresso é um retrocesso e pode facilitar a quebra do sigilo de escolha do eleitor. Isso abre margem para a compra de votos, uma prática ainda muito popular no Brasil. Segundo Barroso, ainda há o risco de fraudes eleitorais, pois os votos podem ser manipuláveis na hora da recontagem ou do transporte e armazenamento das urnas.

*Conteúdo: Ética Inteligência Política

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