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A IMPORTÂNCIA DA DEFESA LGBTQIA+ NO MEIO HÉTERO

A IMPORTÂNCIA DA DEFESA LGBTQIA+ NO MEIO HÉTERO

Olá querides companheiros e companheiras!

Hoje vamos falar sobre a Hungria e suas políticas de segregação LGBTQIA+.

Mas, primeiro vamos entender do que se trata. Na Hungria, a homossexualidade é equiparada ao crime de pedofilia, por isso lá é muito perigoso para toda a comunidade LGBTQIA+ que vive oprimida por leis retrógradas e que geram conflitos na vida de muitas pessoas.

A proibição de demonstração e promoção da homossexualidade para menores de 18 anos tem causado uma forte reação em toda a União Europeia. De primeira, a lei buscava combater diretamente a pedofilia, usando medida como a criação de uma base de dados de pessoas condenadas acessível ao público e também sua inelegibilidade para alguns cargos determinados.

Logo após, foi entrando uma série de restrições que fugiam das práticas criminosas de pedofilia e atingiam a sexualidade, a identidade de gênero, mudança de sexo e homossexualidade para menores de 18 anos. Enquadrando numa mesma lei de crime a própria existência humana. Falamos aqui por diversas vezes o quão importante é que as pessoas não LGBTQIA+ tenham voz nestas lutas diárias, até pra que possamos unir forças no combate ao preconceito.

Aquela expressão “Não é preciso ser LGBT para lutar contra homofobia” é muito real, e quando uma pessoa que tem influência na mídia, no esporte, na comunicação ou em qualquer área se pronuncia é importante demais, pois legitima ainda mais as nossas lutas, as nossas falas, e as nossas cores.

É mais do que um apoio, é dizer para o mundo que não estamos tão sozinhos e que existem sim pessoas que nos tratam com respeito e estão dispostos a nos ajudar a combater a violência com a qual somos tratados a vida inteira.

As vésperas do GP de Fórmula 1 da Hungria, o piloto britânico Lewis Hamilton, se pronunciou nas redes sociais á favor da comunidade LGBTQIA+ do país e se posicionou contra a lei que está em discussão.

“A todos desse lindo país Hungria. Quero aproveitar o Grande Prêmio deste fim de semana para demonstrar meu apoio para quem está sendo afetado pela “lei anti-LGBTQ+” criada pelo governo. Essa proposta de lei é uma sugestão inaceitável, covarde e equivocada daqueles que estão no poder. Todos merecem ter liberdade para ser o que são, não importando quem amam ou como se identificam. Eu peço que o povo húngaro use o referendo para votar em proteção dos direitos da comunidade LGBTQ+, pois precisam mais do que nunca do nosso suporte. Por favor, demonstre amor para aqueles ao redor de você, porque o amor sempre vencerá. Mandando energias positivas a todos”.

Este gesto parece pouco, mas como disse anteriormente, cada voz que se levanta, cada personalidade que se opõe às atrocidades destas leis tem um papel fundamental para que possamos enterrar de vez e cada vez mais, processos que regridam na aquisição de direitos da comunidade LGBTQIA+ mundial.

Sabemos que o automobilismo é um esporte de classe alta, sabemos da marginalização que acontece dos nossos movimentos então foi importante sim e seguimos lutando para que tenhamos mais motivos para acreditar que um dia tudo isso vai mudar para melhor. O Racing Pride, movimento que apoia a inclusão LGBTQIA+ na indústria do automobilismo, recentemente fez parceria com a equipe Aston Martin na F1, também se posicionou contra o referendo imposto pelo premiê Húngaro.

Apesar dos regressos que ainda acorrem no nosso país, apesar das políticas sociais voltadas para o nosso público serem vergonhosas e inacessíveis, temos a convicção que jamais iremos desistir de existir. Além da sigla somos seres humanos e merecemos respeito. Obrigada Lewis Hamilton!

Jhey Borges

Jenifer Borges, publicitária, colunista e ativista das causas das mulheres, negros, jovens e LGBTQIA+, escrever é um ato político desde que suas palavras sejam condizentes com igualdade social e sua própria índole

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