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Adrilles: mais um bolsonarista com semelhanças neonazistas

Adrilles: mais um bolsonarista com semelhanças neonazistas
Comentarista Adrilles é demitido da Jovem Pan após fazer gesto lido como nazista

No mesmo dia em que o youtuber Monark virou alvo de inúmeras críticas ao defender a legalização de partidos nazistas no Brasil, o comentarista bolsonarista Adrilles Jorge fez um gesto no encerramento de um programa da Jovem Pan que foi massivamente lido como uma saudação nazista. Nesta quarta-feira (9) ele foi demitido do grupo de comunicação.

A saudação é extremamente semelhante a de Adolf Hitler e aconteceu depois dele comentar o caso do Monark. “O nazismo matou 6 milhões de judeus, o comunismo matou mais de 100 milhões de pessoas e hoje é visto aqui no Brasil como uma coisa livre, absolutamente liberada, com partidos normalizados”, disse o comentarista.

Na sequência o apresentador William Travassos interrompe Adrilles e anuncia que o programa acabou. É então que o apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) levanta a mão e a deixa ao lado do rosto, fazendo um gesto que foi lido como uma reprodução do Sieg Heil, costumeiramente feita pelo líder nazista.

Espantado, Travassos chama a atitude do colega de programa de surreal e Adrilles cai na risada. Como em todos os casos famosos de personalidades públicas que aderem a simbolismos supremacistas, ele negou que era essa sua intenção – apesar de ter rido quando o apresentador o repreendeu.

“Fui demitido da jovem pan. Por dar um tchau deturpado por canceladores . Infelizmente a pressão de uma turba canceladora e sua sanha de sangue surtiram efeito . Agradeço a jovem pan pela oportunidade e a todos os amigos q lá conquistei e que em mim confiam e apoiam.”, publicou o comentarista nas redes sociais (os erros são do autor).

O Grupo Jovem Pan disse em nota que repudia “qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias” e disse ser “veementemente contra a perseguição a qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais”.

Este caso não é o primeiro em que um apoiador do presidente Bolsonaro é visto praticando atos semelhantes aos de supremacistas.

O atual governo já teve secretário que reproduziu falas nazistas, enquanto tocava ao fundo o compositor favorito de Hitler. Já teve assessor fazendo gesto supremacista branco dentro do Senado. Como se não bastasse, o próprio presidente a República já se reuniu com a neta de Ludwig Schwerin von Krosigk, ministro das Finanças de Hitler no regime nazista e publicou fotos nas redes sorridente abraçado a líder da ultradireita alemã Bratriz von Storch.

O governo Bolsonaro também é repleto de ideais nazistas, reproduzidos por membros do mesmo e pelos seguidores. Os bolsonaristas, por exemplo, idolatram cegamente o líder, disseminam o ódio à esquerda e declaram que comunistas precisam ser exterminados, utilizam da mentira como método, tentam impedir manifestações artísticas e condenam todos que não idolatram o líder.

Como resultado, estes comportamentos levaram o Brasil a encubar o crescimento de 270% de células nazistas.

Em junho de 2021, um adolescente de 17 anos foi expulso de um shopping center de Caruaru (PE) após ser flagrado ostentando uma suástica (a cruz gamada do nazismo) no braço. No dia seguinte, o secretário de Turismo de Maceió, Ricardo Santa Ritta, foi às redes sociais e expressou surpresa com o tratamento dado ao jovem: “Pensava que a liberdade de expressão existisse”. A prefeitura rapidamente demitiu o secretário municipal.

Em 29 de dezembro de 2021, um neonazista, que declara apoio ao presidente Jair Bolsonaro, encaminhou um e-mail para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde dizia que iria incendiar o prédio da Agência e fazer com eles o mesmo que fez com um cachorro, que foi morto por enforcamento.

Estes são apenas dois dos inúmeros casos registrados nos últimos três anos.

Com o crescimento do bolsonarismo o nazismo ganhou espaço no Brasil. Diante disso pergunto: nem todo bolsonarista é nazista, mas todo nazista no Brasil é bolsonarista?

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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