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Amazônia e Cerrado registram aumento de incêndios em 2022

Amazônia e Cerrado registram aumento de incêndios em 2022
Foto: Christian Braga/Greenpeace

Entre janeiro e julho deste ano o número de incêndios florestais na Amazônia cresceu 14% em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registrados quase 13 mil focos de queimadas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nos primeiros sete meses deste ano, o Cerrado brasileiro também apresentou números alarmantes, com 17.582 queimadas. 

Se comparar o mês de julho de 2022 com o mesmo mês do ano passado, as ocorrências de queimadas aumentaram 8%, o que corresponde a 21.346km², foram mapeados 5.373 focos de calor. Os estados que mais tiveram ocorrências de focos de calor no mês foram, o Pará (31,3%), Amazonas (26,6%) e Mato Grosso (22,3%).

O primeiro semestre do ano é o período do ano com menos chuva e umidade mais baixa do ar, é o início do verão amazônico e da estação seca no Cerrado, fatores que elevam o risco de incêndios em vegetações. Porém os meses com os maiores números de incêndios florestais na Amazônia costumam ser agosto e setembro. 

Sem contar que muitas vezes o fogo é causado pela ação humana, já que as queimadas nessas regiões tem uma ligação importante com a expansão da agricultura e da pecuária.

Segundo o Greenpace Brasil o crescimento no número de focos de incêndios florestais acontece por falta de políticas ambientais e a omissão do governo no combate ao desmatamento. “Infelizmente, é muito difícil ser otimista para os próximos meses na Amazônia, sendo um ano eleitoral no qual, historicamente, a destruição aumenta muito, mas também são meses decisivos para refletir sobre a Amazônia que precisamos, escolhendo representantes que irão proteger a floresta amazônica, o maior patrimônio de toda a população brasileira, com a sua rica biodiversidade e os povos que nela habitam”, destacou o porta-voz da entidade Rômulo Batista.

O desmatamento no Brasil bateu recorde no primeiro semestre deste ano, com quase 4.000 km² queimados. É o maior registro desde que o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) começou a ser calculado em 2016.

O presidente Jair Bolsonaro é frequentemente alvo de críticas por conta de suas políticas ambientais. De acordo com informações, desde que o presidente assumiu o cargo, em janeiro de 2019, cresceu 75% o desmatamento médio anual na Amazônia, em comparação com a década anterior.

Rafaela Moreira

Jornalista, repórter do Regra dos Terços e diretora de programas de televisão na TV Band e na Rede Super.

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