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Amazônia tem novo recorde de desmatamento no mês de outubro

Amazônia tem novo recorde de desmatamento no mês de outubro
Área recentemente queimada para expansão da pecuária, no Trairão, no Pará. Foto: © Victor Moriyama / Greenpeace

Mesmo em meio às tentativas do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em afirmar na Conferência do Clima (COP26) que o Brasil é uma potência verde e que não há desmonte ambiental no país, dados do Deter-B, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam o contrário. O desmatamento tem avançado cada vez mais no Brasil. De acordo com o levantamento, apenas em outubro 877 km² foram desmatados na Amazônia. Este é o maior registro para o mês de outubro desde 2016, ano em que o Deter-B iniciou. 

Para o porta-voz da campanha Amazônia, do Greenpeace, Rômulo Batista, esses dados comprovam as mentiras faladas pelo presidente e demais representantes do governo na COP 26, além de serem resultado das políticas antiambientais da atual gestão. 

Área recentemente queimada para expansão da pecuária, no Trairão, no Pará. Foto: © Victor Moriyama / Greenpeace

“Enquanto o ministro do meio ambiente passeia na COP 26, exaltando que o futuro verde já começou no Brasil, tecendo elogio ao agronegócio brasileiro, o desmatamento continua sem parar na Amazônia e em nenhum momento dessa COP o governo apresentou a verdade  que é justamente essa agropecuária “verde” a responsável direta por 73% das emissões de gases do efeito estufa no país e principal motor do desmatamento na amazônia e outros biomas no Brasil”, declarou.

Os alertas de desmatamento em outubro são maiores nos estados do Pará, com 501 km² (57% do total); Amazonas: 116 km² (13% do total) e Mato Grosso: 105 km² (12% do total). 

De acordo com estimativas do Observatório do Clima, a maior parte (46%) dos gases estufa emitidos pelo Brasil são provenientes do desmatamento. Os dados de 2020 mostram que o Brasil continua, desde 2010, a ampliar suas emissões. No ano passado, em plena pandemia, o aumento das emissões de gases de efeito estufa no Brasil foi de 9,5%; no restante do mundo, houve redução de cerca de 7%.

Wanessa Alves

Estudante de jornalismo na Universidade de Brasília (UnB) e estagiária no Regra dos Terços. 

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